terça-feira, 13 de junho de 2017

MARCHAS POPULARES DE LISBOA

 


 

Esta não é a história total das Marchas Populares de Lisboa, mas uma grande parte dela na sua essência. Pois a história de algo ou alguém nunca é totalmente completa nem definitiva. A origem das Marchas Populares de Lisboa, remonta a antigas tradições e existem muitas versões sobre o tema, todas elas relacionadas com festejos de origem pagã das celebrações do solstício do Verão. Estas festividades, mais tarde associadas aos Santos Populares, nomeadamente a Santo António, têm a sua origem num espaço que fica entre o sagrado e o profano. Santo António, de seu nome Fernando de Bulhões, nasceu em Lisboa em 15 de agosto entre 1191 e 1195. Registos há de pequenos grupos na cidade de Lisboa, que para comemorar o Santo António realizavam uma tourada em Lisboa desde finais do século XVI, primeiro no Terreiro do Paço e, mais tarde, no Rossio. Formas de divertimentos de outros tempos. Esta iniciativa era da Câmara Municipal de Lisboa, uma das mais esperadas e era acompanhada por música, outros divertimentos e folia. Os músicos sentavam-se num estrado de madeira, sustentado por um poste, espetado no centro da praça. E assim eram as comemorações populares do dia de Santo António em Lisboa. A tourada deixou de ser realizada depois do Grande Terramoto de 1755, quando foi dado ao Rossio outros destinos. Já em finais do século XVIII grupos de bairros de Lisboa deslocavam-se com archotes pelas ruas, cantando em competição, durante as comemorações de Santo António, as designadas popularmente Marchas ao Flambó, uma adaptação das francesas Marches au Flambeaux. As Marches aux Flambeaux ou seja marchas dos archotes, adaptada da tradição francesa, com origem provável segundo alguns entendidos nas danças de Entrudo ou nas comemorações da tomada da Bastilha. Estas Marchas ao Flambó, eram organizadas por cada bairro, mercado ou local onde se festejasse o Santo António. Formadas por pequenos grupos, com cerca de trinta a quarenta participantes, que desfilavam sem grande aparato de apresentação ou de coreografia, geralmente dirigidos por um ensaiador ou marcador, que os orientava utilizando um apito, exibindo-se os marchantes, preferencialmente, às portas e em frente das janelas dos Paços Reais, dos palácios da nobreza ou das casas ricas. Nestas marchas os archotes foram substituídos por balões coloridos de papel iluminados com velas e fogos de artifício, costumes trazidos da China no século XVII. Estas marchas populares foram naturalmente influenciadas pelas quadrilhas ou contra dança. Caracterizada originalmente como uma dança a quatro pares, a quadrilha constituiu uma adaptação da countrydance inglesa, impropriamente traduzida para o francês como "contredance" e, finalmente, traduzida para a língua portuguesa como contradança. Estas quadrilhas ou contradança, que, de um modo geral, com as modificações que lhe foram introduzidas, acabariam por dar forma às marchas populares e aos próprios corsos carnavalescos que antecedem a chegada da Primavera. Graças à sua coreografia variada, interessante e vistosa, com evoluções em coluna, em túnel, com cruzamentos, em quadrilhas, e frequentemente fitas entrelaçando ao redor de um mastro, exibição conhecida também por dança das fitas.
Estas Marchas ao Flambó, exibiam-se pela cidade de Lisboa, com passagem obrigatória pelo Rossio e Praça da Figueira, para serem apreciadas pela multidão que aí se aglomerava. Cantavam habitualmente a "Marcha do Balão", que musicalmente é, na verdade, uma contra dança (muito difundida pelas pautas vendidas nas casas de música da época), já registada na tradição oral de várias províncias, associada quase sempre a este tipo de cortejos músico-coreográficos, um pouco por todo o país, o que diz bem da popularidade e expansão do fenómeno. Já o escritor inglês William Thomas Beckford (1760 - 1844), na sua obra sobre viagens, aquando da sua passagem por Portugal em 1787, refere os festejos de Santo António como uma noite de muita animação e grandes festividades por toda cidade de Lisboa.
Esta tradição manteve-se com altos e baixos, principalmente na região de Lisboa onde as comemorações do Santo António têm o seu ponto alto. Estas marchas eram também designadas de "Ranchadas", tal tradição manteve-se até ao início do século XX. A partir de 1925 os festejos dos santos populares regressaram e passam a impor a sua tradição e colorido, reabrindo-se as portas do Mercado da Ribeira, fechadas ao povo desde 1916. Na década de 30, época em que muitas pessoas oriundas de outras cidades do país se juntavam em diversos bairros lisboetas. Assim, nasciam pequenas comunidades com origens em comum que por puro divertimento organizavam ranchos folclóricos, ranchos estes que nestes dias dedicados aos santos populares comemoravam com grandes arraiais. Para além das cerimónias litúrgicas, o figurino dos festejos renova-se no que respeita aos arraiais, ao enfeite de ruas, becos e pátios alfacinhas, e mesmo aos próprios "tronos de Santo António". Passam a ser incluídas nessas comemorações as Marchas Populares ou Ranchos, com o desfile colectivo dos moradores de cada bairro da capital, ao som de músicas alegres, a obedecer, tal como as letras, o trajo dos marchantes e a própria ornamentação dos arcos enfeitados com balões de papel coloridos e festões. Os temas são alusivos ao histórico ou referentes às características da cada bairro.
 



Imagem de Santo António junto à igreja em sua memória no local onde terá nascido em Lisboa
entre 1191 e 1195 (arq. priv.)
  

 
 
Imagem de Santo António de Lisboa
em madeira policromada e dourada
do século XVIII
(col. Museu de Santa Maria de Lamas)




Representação de comemorações populares de quadrilhas nos santos populares em Lisboa
                                                                   nos finais do século XVIII por Roque Gameiro (col. pess.)

 

 
Representação de par de marchantes populares de rancho nos finais do século XIX
 por Stuart de Carvalhais (col. pess.)

 
 
Representação de marchantes populares de rancho
nos finais do século XIX (col. pess.)



Ranchada a caminho do Mercado da Praça da Figueira em 1904 na noite de Santo António
(col. pess.)



Marchantes de bairro de Lisboa com arcos e balões em meados dos anos 20 (arq. AML)




Mas será por iniciativa de José Leitão de Barros (1896 - 1967), professor, cineasta, jornalista, dramaturgo e pintor, considerado o "pai das marchas populares", que em a 5 de junho de 1932, anunciou o primeiro concurso de marchas populares no jornal Notícias Ilustrado da sua autoria, que juntamente com o jornal Diário de Notícias dinamizaram esta iniciativa. Esta ideia surgiu a partir de um desafio proposto pelo então director do Parque Mayer, Dr. Campos Figueira de Gouveia (1898 - 1970), o próprio José Leitão de Barros e António Joaquim Tavares Ferro (1895 - 1956). Isto porque era necessário arranjar um espectáculo capaz de mobilizar a atenção dos lisboetas. Todas as colectividades de cada bairro de Lisboa foram convidadas a participar e toda a produção ficou a cargo do Parque Mayer. A primeira edição das Marchas Populares de Lisboa, teve apenas três bairros a participar: Alto do Pina, Bairro Alto e Campo de Ourique. Alguns núcleos bairristas como Alfama, Alcântara e Madragoa desfilaram a convite de Leitão de Barros. Todas as marchas desfilaram pelas ruas de Lisboa e terminaram numa actuação conjunta no cine teatro Capitólio no Parque Mayer. Alto do Pina, Bairro Alto e Campo de Ourique foram as marchas ou ranchos como também se chamavam na altura, participantes, ainda sem o tom alfacinha como tema central, mas já em formato de competição. Campo de Ourique, com os seus trajes minhotos, foi o vencedor da primeira edição. A Marcha do Alto do Pina obteve o 1º prémio na categoria Pitoresco e a Marcha do Bairro Alto ganhou o prémio Alegria. No dia 5 de junho de 1932, o jornal Notícias Ilustrado relatava o entusiasmo e a alegria com que os alfacinhas receberam o primeiro desfile das Marchas Populares escrevendo: "Pelo entusiasmo que lavra entre os componentes daquelas colectividades, avalia-se desde já o sucesso formidável que vai ter a revivescência das velhas marchas populares que de cada bairro da cidade nas noites festivas dos Santos populares se encontravam no chafariz da antiga rua Formosa".
No ano seguinte de 1933 nas Marchas Populares de Lisboa participam doze bairros, cada um com a sua marcha, música, traje, coreografia de acordo com um tema inspirado num costume local ou característica do seu bairro. As canções eram populares e as suas letras estavam sujeitas a aprovação por parte da autarquia. Rapidamente, estas Marchas Populares de Lisboa passaram a fazer parte das tradições cidade e ajudaram, de certa forma, a criar uma identidade inspirada nos aspectos urbanos e rurais da vida dos lisboetas. Este processo foi apelidado pelo investigador de História Contemporânea do Instituto de Ciências Sociais, Daniel Melode "folclorização do Estado Novo Português". Na opinião deste historiador as marchas populares são: "(…) um exemplo singular de folclorização [que] ambicionam instalar uma tradição lisboeta, mas paradoxalmente recorrem, num momento inicial, a elementos pretensamente folclóricos de proveniência exógena (rural), e só depois reforçam os traços directamente associados à cidade". Em alguns casos, porém, era dado um particular realce ao elemento etnográfico como sucedia com as tradições saloias dos bairros de Benfica e Olivais ou então, ao carácter peculiar da colónia ovarina que habita o pitoresco bairro da Madragoa. Essa primeira marcha popular de 1932, no quadro dos festejos do Santo António, foi pois criada igualmente na sequência das comemorações do 28 de maio e da parada militar na Avenida da Liberdade. Visou-se associá-la à imagem, aos projectos e aos valores do regime do Estado Novo a partir de 1934. A ideia estava lançada e bem aceite por toda a cidade de Lisboa, tornando-se a cada ano, as marchas, na maior manifestação etnográfica dos festejos de Santo António, com os desfiles e exibições habituais na Avenida da Liberdade e Parque Eduardo VII, à conquista do prémio para a melhor marcha, sempre muito festejado por quem o alcança. Porém, o desfile anual das Marchas Populares de Lisboa na Avenida da Liberdade no dia 13 de junho, não é só uma celebração. É tradição em Lisboa, a "marcha popular" ser constituída por vinte e quatro pares de marchantes a que se juntam quatro aguadeiros e um "cavalinho" composto por oito elementos, tocando um clarinete, um saxofone alto, dois trompetes, um trombone, um bombardino, um contrabaixo e uma caixa. Para além daqueles, podem ainda ser incorporados o porta-estandarte, duas crianças como mascotes, um par de padrinhos e dois ensaiadores. Todas as marchas devem incluir o festão e o balão ou o manjerico e exibir o "Trono de Santo António" ou o "Arraial". Em 1934, cerca de 300 mil pessoas assistiram ao desfile de 12 bairros e 800 marchantes, desde o Terreiro do Paço até ao Parque Eduardo VII. No ano seguinte, foi a primeira vez que todas as marchas cantaram uma composição comum, a Grande Marcha de Lisboa "Ai! Vai Lisboa", de Raúl Ferrão e Norberto de Araújo. Foi vencedora neste ano de 1935 a Marcha de Benfica, onde a actriz Beatriz Costa convidada, desfilou na Avenida da Liberdade montada num burro. Também neste ano foram instituídas regras: fixou-se o número de marchantes, de músicos e de acompanhantes. Ao êxito de 1935, e em grande parte devido ao ambiente de conflitos internacionais que se vivia, a Guerra Civil Espanhola e a mais tarde Segunda Guerra Mundial, seguiu-se um longo interregno, com excepção para os anos de 1940, com a celebração dos Centenários da Independência e da República, e de 1947, data do 8.º Centenário da Conquista aos Mouros. Este desfile das Marchas Populares de Lisboa faz parte da memória colectiva de Portugal. Como exemplos encontramos em êxitos do cinema português como nos filmes "A Canção de Lisboa" (1933) de José Cotinelli Telmo, ou o "Pátio das Cantigas" (1942) de Francisco Ribeiro, onde estão claramente presentes esta tradição e revelam uma característica importante da identidade colectiva da cidade de Lisboa.





José Leitão de Barros 1896 - 1967 (arq. priv.)



Vista geral aérea do Parque Mayer em meados dos anos 30 (arq. priv.)


Fachada cine-teatro Capitólio em meados dos anos 40 (arq. priv.)




Cartaz anunciando as Marchas Populares
em página do jornal Notícias Ilustrado
de 5 de junho de 1932
(arq. Hemeroteca Municipal de Lisboa)




Marchantes de bairro popular de Lisboa com o seu arco nos anos 30
(arq. priv.)



A Marcha do Alto do Pina em 1932 que obteve o 1º prémio na categoria de Pitoresco
 (arq. priv.)



A Marcha de Alfama em 1932 organizada
pela Academia Recreativa Leais Amigos 
(arq. priv.)



A  Marcha de Alcântara em 1932  organizada
pela Sociedade Filarmónica Alunos Esperança
(arq. priv.)
 
 
 
 
Páginas do jornal Notícias Ilustrado de 5 de junho de 1932 alusivas às Marchas Populares de Lisboa
(arq. Hemeroteca Municipal de Lisboa)



Postal ilustrado dos anos 30 por Stuart de Carvalhais com marchante
 e quadra popular alusiva às Marchas Populares de Lisboa
 (col. pess.)



Capa do programa das Marchas dos Bairros das Festas de Lisboa de 1934
(col. priv.)



Cartaz das Festas de Lisboa de 1934 por Stuart de Carvalhais
(arq. priv.)
 

Marcha Popular do Alto do Pina de 1934 (arq. DN)



Marcha de Sete Rios em 1934 (arq. DN)
 
 
 



Marchas Populares ou Marchas Nocturnas em 1934 por Almada Negreiros
(col. priv.)



Cartaz das Festas de Lisboa de 1935 (col. priv.)




Marcha da Mouraria de 1935  na Avenida da Liberdade (arq. DN)



Marcha de Alcântara de 1935 (arq. DN)
 


Marcha de Benfica, a vencedora do ano de 1935 no Rossio (arq. AML)



Letra da Marcha "Ai! Vai Lisboa" de 1935 (col. priv.)



Júri das Marchas Populares de Lisboa em 1935 (arq. DN)




Páginas do jornal Diário de Lisboa anunciando as marchas de Lisboa de finais dos anos 30
(arq. priv.)



Marcha do Bairro Alto em 1939 (arq. DN)



Marcha de Benfica de 1940 na Avenida da Liberdade (arq. DN)



Letra da Marcha "Olha Mangerico" de 1940 (col. priv.)




Marcha de São Vicente de 1947 no Palácio dos Desportos (arq. DN)



Marcha da Graça de 1947 na Avenida da Liberdade (arq. DN)



Letra da "Marcha do Centenário" de 1947 (col. priv.)




Cartaz do filme "A Canção de Lisboa" de José Conttinelli Telmo de 1933 (col. priv.)




Fotogramas do filme português "A Canção de Lisboa" de 1933
com alusão às Marchas Populares de Lisboa (arq. priv.)




Cartaz do filme português "O Pátio das Cantigas"
de Francisco Ribeiro de 1942 (col. priv.)




Fotogramas do filme português "O Pátio das Cantigas" de 1942
com alusão às Marchas Populares de Lisboa (arq. priv.)


 

Nos anos 50, as marchas adquirem um enorme prestígio, tendo sido assistidas pelos mais altos dirigentes do Estado e começando a ser apadrinhadas por vedetas da rádio e do teatro, tal como hoje acontece por figuras públicas e da televisão. Desde o seu início, os temas musicais das Marchas Populares de Lisboa têm sido cantados e imortalizados na voz de muitos cançenotistas e actores famosos portugueses, como Beatriz Costa, Amália Rodrigues, Laura Alves, Maria Fernanda Soares, Júlia Barroso, António Calvário, Ada de Castro entre muitos outros. Em 1952, a novidade é a deslocação do desfile para o percurso que actualmente conhecemos, do Marquês de Pombal aos Restauradores. Após um período instável, a partir de 1963, e até 1970, o desfile ocorreu sem interrupções. Na década de 60 começam as exibições em recinto fechado, no Pavilhão dos Desportos, no Parque Eduardo VII, embora haja registos de exibições anteriormente ainda na época da designação de Palácio dos Desportos. Com o advento da televisão, este espectáculo passa a ser transmitido primeiro pela RTP, único canal de televisão em Portugal, a partir de 1963, e mais tarde pelos canais privados que surgem a partir de 1992. Cabe no entanto nos últimos anos ao canal estatal, RTP, a transmissão deste evento para todo o mundo na noite de 12 de junho. Nessa altura, do início da década de 60,  registou-se um dos percursos mais longos, do Parque ao Terreiro do Paço, com passagem pelas Avenidas Sidónio Pais e Fontes Pereira de Melo. Em 1965, aparecem os carros alegóricos e, em 1969, as mascotes, crianças, que acompanham a marcha vestidas a rigor. Já no início dos anos 70, assiste-se ao progressivo declínio das Marchas Populares de Lisboa, que chegaram mesmo a extinguir-se depois da Revolução do 25 de Abril, por estarem associadas ao regime do Estado Novo. Só em 1980 as Marchas Populares de Lisboa regressam à Avenida, mantendo um ritmo anual até à actualidade.




Grande Marcha de Lisboa de 1955 interpretada
por Maria Fernanda Soares (arq. PNP) 
 
 
 
 
Marcha de São Vicente de 1950 na Avenida da Liberdade (arq. DN)
 
 
 
 
  
Desenhos de cromos para recortar com os figurinos das Marchas Populares de Lisboa
da revista Cavaleiro Andante de 1952 (col. priv.)
 
 
 
 
Cartaz das Festas de Lisboa de 1955 (col. priv.)



Desfile da Marcha de Benfica no Pavilhão dos Desportos,
em 1955 foto Judah Benoliel (arq. AML)



                       
                                             Capa de revista O Século Ilustrado alusivo às Marchas Populares dos anos 50 (col. priv.)


 
Pavilhão dos Desportos no Parque Eduardo VII em meados dos anos 60 (arq. AML)
 
 
 
Desfile de Marcha Popular de Lisboa no Pavilhão dos Desportos
em meados dos anos 60, foto Judah Benoliel (arq. AML)
 
 
 
Directo das Marchas Populares de Lisboa em 1963
na Avenida da Liberdade pela RTP (arq. RTP)
 
 
 
Marcha da Madragoa de 1963 (arq. DN)
 
 
 
Marcha do Alto do Pina de 1963 (arq. DN)



Marcha da Ajuda de 1966 na Avenida da Liberdade (arq. DN)



Marcha dos Olivais Sul de 1969 (arq. DN)




Ao longo do tempo e desde que as Marchas Populares de Lisboa se impuseram como grande acontecimento desta data, cenógrafos e estilistas, alguns conhecidos, são contratados para a elaboração de todos os elementos do desfile das marchas de cada bairro, assim como dos fatos dos marchantes. A partir de 1990 tomam ainda, se possível, maior relevo, integradas nas Festas de Lisboa, com o início dos festejos no dia 1 de junho e a prolongarem-se até ao dia 30. A partir de 1998 adoptou-se um novo figurino, com as celebrações a incidirem de 1 a 13 (finalizando com as marchas) abrangendo as áreas do Terreiro do Paço ao Largo do Chafariz de Dentro. Em 1999 optou-se pela noite do dia 12 até 30 de junho, com as festividades a decorrerem desde o Terreiro do Paço, local onde no século XVI era armada uma praça e efectuada uma corrida de toiros, a lembrar tempos antigos, até à Praça de D. Luís. Este calendário repetiu-se no ano 2000, contemplando as celebrações a zona ribeirinha e o Parque Eduardo VII. No ano de 2001 manteve-se a mesma data, mas agora com os festejos espalhados pela cidade, oferecendo a maior diversidade no que respeita a animação, mas tendo sempre como ponto central os bairros históricos de Lisboa. Actualmente, concorrem dezoito bairros (ou marchas), a que se junta a Marcha Infantil da Voz do Operário, saída pela primeira vez em 1966 e depois apenas em 1990 para continuar até hoje. Têm sido também habituais a presença de marchas convidadas como as Marchas dos Mercados, Santa Casa da Misericórdia entre outras de localidades fora de Lisboa. No ano de 2015, retiraram-se as Marchas da Baixa, do Beato e de São Domingos de Benfica. Ocorreu a fusão das marchas da Bela Flor e de Campolide (já ausente na edição de 2015), sendo criada a Marcha da Bela Flor-Campolide. Ao sorteio para entrada de novas marchas, concorreram as três últimas classificadas na edição de 2015 (Beato, Benfica e Baixa), Campolide (que acabou por fundir-se com a marcha da Bela Flor), Campo de Ourique (ausente desde 2005), Penha de França (ausente desde 2013), Parque das Nações (a tentar a primeira participação), Castelo (ausente desde 2014), Bairro da Boavista (a tentar a primeira participação) e Belém (ausente desde 2014). Em 2016 concorreram marchas de 20 bairros, estreou-se a Marcha do Bairro da Boavista (por sorteio), reentraram a concurso as Marchas da Penha de França, que participou pela última vez em 2013, e de Campo de Ourique, que já não participava desde 2005. Como estreante foi escolhida a Marcha do Bairro da Boavista, já as Marchas de Campo de Ourique e Penha de França protagonizaram os regressos, enquanto Benfica foi salva da exclusão pelo sorteio. Para além da principal apresentação no desfile da Avenida de Liberdade no dia 12 de junho, com a transmissão pela RTP1, também ocorreram apresentações das marchas antes, entre 3 e 5 de junho no espaço do Pavilhão Atlântico, actual MEO Arena em Lisboa. Tem sido alias tradição nos últimos anos haver esta primeira apresentação de todas as Marchas Populares de Lisboa a concurso no espaço do MEO Arena de Lisboa, numa apresentação que já contará para a classificação final e por fim o grande desfile tradicional na Avenida da Liberdade. Em 2016, as Marchas Populares de Lisboa tiveram como temas principais o 170.º Aniversário do nascimento de Rafael Bordalo Pinheiro e o 50.º Aniversário da construção da Ponte Sobre o Tejo (Ponte 25 de Abril). Foi vencedora a Marcha de Alfama ficando em primeiro lugar, logo seguida da Marcha da Penha de França em segundo lugar e Marcha do Alto de Pina em terceiro lugar. Neste ano de 2017, na 85 ª edição das Marchas Populares de Lisboa, o tema foi Lisboa Cidade do Mundo. Uma vez mais no desfile na Avenida da Liberdade participaram 20 marchas a concurso, mais 3 extra concurso. A vencedora foi a Marcha de Alfama, ficando assim este ano ordenados os resultados das Marchas Populares de Lisboa:
 
1º lugar: Marcha de Alfama
 
2º lugar: Marcha do Bairro Alto
 
3º lugar: Marcha da Madragoa
 

Nos últimos 85 anos das Marchas Populares de Lisboa, muitos foram os nomes que por elas passaram, quer como autores, compositores, cenógrafos, coreógrafos e até costureiras, que fizeram com que estas marchas hoje sejam e tenham o êxito que têm. Citar todos esses importantes nomes aqui desde 1932 até aos nossos dias, seria extenso e tarefa complicada, correndo o risco de alguns ficarem esquecidos. Mas fica aqui no entanto a grande homenagem a todas essas pessoas e às que nas gerações seguintes irão de certo continuar a dar vida, cor, música, ritmo e alegria às Marchas Populares de Lisboa. Independentemente de todas as dúvidas e opiniões que possam existir sobre qual a melhor marcha no desfile da Avenida, as marchas resistem, mais ou menos populares, com maior ou menor sofisticação, mas mantendo intacto o espírito do despique bairrista fazendo já parte das tradições da cidade de Lisboa e da memória colectiva de Portugal.
 
Para o ano há mais Marchas Populares de Lisboa e que ganhe a melhor …
 



Marchas Populares de Lisboa contemporâneas (arq. priv.)



Figurinos para as Marchas Populares de Lisboa de 2004 (col. priv.)




Marcha do Castelo de 2009 na Avenida da Liberdade (arq. priv.)


Marcha do Lumiar de 2010 na Avenida da Liberdade (arq. priv.)


Marcha da Baixa de 2012 na Avenida da Liberdade (arq. priv.)


Marcha da Mouraria de 2013 na Avenida da Liberdade (arq. priv.)


Marcha da Bela Flor de 2015 na Avenida da Liberdade (arq. priv.)


Pavilhão Atlântico actual MEO Arena no Parque das Nações, em Lisboa (arq. priv.)
 

Desfila da Marcha da Madragoa no MEO Arena em Lisboa em 2016 (arq. priv.)



Aspecto da Avenida da Liberdade na noite do desfile das Marchas Populares de Lisboa de 2016
(foto Paulo Nogueira)


 
Marcha Infantil da Voz do Operário de 2016 na Avenida da Liberdade
(foto Paulo Nogueira) 
 
 
 
Marcha de São Vicente de 2016 dedicada ao
170ºAniversário do nascimento de Rafael Bordalo Pinheiro
na Avenida da Liberdade (foto Paulo Nogueira)
 
 
 
Marcha de Alcântara de 2016  dedicada ao
50º Aniversário da construção da Ponte Sobre o Tejo
na Avenida da Liberdade (foto Paulo Nogueira)
 
 
 
Marcha da Ajuda de 2016 com os padrinhos Paulo Vasco e Maria João Gama
na Avenida da Liberdade (foto Paulo Nogueira)
 
 
 
 
Marcha do Bairro Alto de 2016 na Avenida da Liberdade (fotos Paulo Nogueira)
 
 
 
Marcha do Alto do Pina de 2016 na Avenida da Liberdade
(foto Paulo Nogueira)
 
 
 
 
Marcha do Bairro da Boa Vista em 2016 na Avenida da Liberdade
(fotos Paulo Nogueira)
 
 
 
Marcha de Alfama vencedora do desfile de 2016 na Avenida da Liberdade
(foto Nuno Pinto Fernandes)





Cartaz das Festas de Lisboa 2017 (arq. EGEAC)


Cartaz do desfile das Marchas Populares de Lisboa de 2017
(arq. EGEAC)
 
 
 
 
Marcha da Bica de 2017 na Avenida da Liberdade (foto Paulo Nogueira)
 
 
 
Marcha do Castelo de 2017 na Avenida da Liberdade (foto Paulo Nogueira)
 
 
 
 
Marcha da Penha de França de 2017 na Avenida da Liberdade
(fotos Paulo Nogueira)
 
 
 
Marcha de Carnide de 2017 na Avenida da Liberdade (arq. priv.) 
 
 
 Marcha de Carnide de 2017 na Avenida da Liberdade (foto Paulo Nogueira)
 
 
 
Marcha de Santa Engrácia de 2017 na Avenida da Liberdade
(foto Paulo Nogueira)
 
 
 
Marcha da Graça de 2017 na Avenida da Liberdade (foto Paulo Nogueira)
 
 
 
Marcha de Alcântara de 2017 na Avenida da Liberdade (foto Paulo Nogueira)
 
 
 
Marcha da Ajuda de 2017 na Avenida da Liberdade (arq. priv.)
 
 
Marcha da Ajuda de 2017 na Avenida da Liberdade (foto Paulo Nogueira)
 
 
 
 
Marcha de Belém de 2017 na Avenida Liberdade (fotos Paulo Nogueira)
 
 
 
Marcha de Benfica de 2017 na Avenida da Liberdade (foto Paulo Nogueira)
 
 
 
Marcha da Mouraria de 2017 na Avenida da Liberdade (foto Paulo Nogueira)
 
 
 
 
Marcha da Madragoa de 2017 na Avenida Liberdade (fotos Paulo Nogueira)

 
 
Marcha do Bairro Alto de 2017 na Avenida da Liberdade (fotos Paulo Nogueira)
 
 
 
 
Marcha  de Alfama vencedora de 2017 no desfile da Avenida da Liberdade (arq. priv.)















Texto:
Paulo Nogueira


Fontes e bibliografia:
Jornal Notícias Ilustrado de 6 de junho de 1932
ARAÚJO, Norberto De, Colecção Peregrinações em Lisboa, Editora Parceria António Maria Pereira, Lisboa, 1939-1940
BARROS Jorge/ COSTA Soledade Martinho, Festas e Tradições Portuguesas, vol.V, edição Circulo de Leitores, Lisboa, 2002
Festas de Lisboa, EGAC, edição on line
 

 


 
 

quinta-feira, 25 de maio de 2017

EFEMÉRIDES do dia 25 de maio



Dia Internacional das Crianças Desaparecidas, Dia de África, Dia Mundial da Tiroide, Dia Mundial do Sapateado e Dia da Região Autónoma dos Açores

De entre os santos consagrados a este dia, destaque para São Gregório VII (Sovana, Toscana, Itália, 1020/1025 - Salerno, Itália, 25 de maio de 1085). De seu nome Hildebrando de Soana, filho de famílias humildes, cresceu no ambiente da Igreja romana ao ser confiado a um seu tio, abade do mosteiro de Santa Maria em Aventino, onde fez os votos monásticos. Pertencia assim à Ordem Beneditina. Em 1045 Hildebrando foi nomeado secretário do papa Gregório VI, cargo que ocuparia até 1046 quando acompanhou esse papa para o seu desterro em Colónia depois de ser deposto num concílio, celebrado em Sutri, e acusado de simonia na sua eleição. Após ter colaborado com os papas São Leão IX, que o nomeou abade de São Paulo, e Alexandre II, foi proclamado papa pelo povo. Era o dia 22 de abril de 1073. Oito dias depois os cardeais confirmaram a eleição, que ele aceitou com "muita dor, gemido e pranto." Feito papa com o nome de Gregório VII, realizou com muita coragem o programa de reformas, que ele mesmo já havia planeado como colaborador de seus predecessores, a luta contra a simonia e contra a intromissão do poder civil na nomeação dos bispos, dos abades e dos próprios pontífices, assim como a restauração de uma severa disciplina para o celibato. Encontrou violentas resistências também da parte do clero. Em 1076 teve de enfrentar o duro desentendimento com o imperador Henrique IV, que se humilhou em Canossa mas, logo depois, retomou as rédeas do império, vingou-se com a eleição de um antipapa e marchou contra Roma. Gregório VII, abandonado pelos próprios cardeais, refugiou-se no Castelo Santo Ângelo, de onde foi libertado pelo duque normando Roberto de Guiscardo. O papa foi depois, em exílio voluntário, para Salermo, e aí morreu abandonado pelos seus apoiantes, um ano depois, pronunciando a célebre sentença: "Amei a justiça e odiei a iniquidade, por isso morro no exílio." O seu corpo foi sepultado na catedral de Salermo e foi canonizado em 1606. É comemorado o dia de São Gregório VII no dia da sua morte.
 
 
 
 
 
 
 

Em Portugal

 

1420 - O Infante D. Henrique é designado governador da Ordem de Cristo. Será ele o primeiro, depois de Gualdim Pais, a renovar todo o complexo do Convento de Cristo, entre outras grandes obras na cidade de Tomar. Os ideais da expansão cristã reacenderam-se no século XV quando o seu Grão-Mestre, Infante D. Henrique, investiu os rendimentos da Ordem na exploração marítima. O emblema da ordem, a Cruz da Ordem de Cristo, adornava por isso as velas das caravelas que exploravam os mares desconhecidos.
 
 

1625 - Isabel de Aragão é canonizada pelo papa Urbano VIII, dada a incorrupção do seu corpo e o relato dos seus milagres, o mais conhecido, "o milagre das rosas". É canonizada como Rainha Santa Isabel.
 
1786 - Morre o rei D. Pedro III de Portugal (Lisboa, Portugal, 5 de julho de 1717 – Queluz, Portugal, 25 de maio de 1786), aos 69 anos. Foi o rei consorte de Portugal e dos Algarves concedido pela sua esposa a rainha D. Maria I, de 1777 até há data da sua morte. Era filho do rei D. João V e de sua esposa a arquiduquesa Maria Ana da Áustria, sendo assim irmão mais novo do rei D. José I, sendo portanto tio da esposa a rainha D. Maria I. Foi apelidado de "O Capacidónio", "O Sacristão" e "O Edificador". D. Pedro III nunca participou na política e sempre deixou os assuntos de governo para sua esposa.



1884 - Em Portugal, a Lei Barjona de Freitas estabelece o princípio da representatividade parlamentar, de acordo com a proporção de votos de cada força política.

1911 - O Governo da I República cria a Direcção-Geral da Assistência.

1911 - É fundado o Instituto Militar dos Pupilos do Exército (IPE) em Lisboa. Foi criado como Instituto Profissional dos Pupilos do Exército de Terra e Mar por iniciativa do General António Xavier Correia Barreto, ao tempo Ministro da Guerra. A Primeira Secção do IPE está situada na Travessa de São Domingos de Benfica, em espaços que fizeram parte do Convento de São Domingos e onde, outrora, se ergueu o Paço Real de Benfica. Estabelecimento militar de ensino em que é ministrado o Ensino Básico (2.º e 3.º ciclos) e o Ensino Secundário, a par de actividades militares, físicas e culturais.
 

 
1938 - O engenheiro Duarte Pacheco é nomeado ministro das Obras Públicas.

1955 - Greves de pescadores em Setúbal, Matosinhos, Afurada, Sesimbra e Olhão, por condições de trabalho.

1962 - Morre Júlio Dantas (Lagos, Portugal, 19 de maio de 1876 - Lisboa, Portugal, 25 de maio de 1962), aos 86 anos. Foi médico, escritor, político, e diplomata, português que se distinguiu como um dos mais conhecidos intelectuais portugueses das primeiras décadas do século XX. Na sua actividade intelectual foi um polígrafo, cultivando os mais variados géneros literários, da poesia ao romance e ao jornalismo, mas foi como dramaturgo que ficou mais conhecido, em particular pela sua peça "A Ceia dos Cardeais" (1902), uma das mais populares produções teatrais portuguesas de sempre. Outras peças da sua autoria se distinguiram como "A Severa" (1900), "Rosas de Todo o Ano" (1907), "Soror Mariana" (1915) entre muitas outras obras. Na política foi deputado, Ministro da Instrução Pública e Ministro dos Negócios Estrangeiros (1921-1922 e 1923), terminando a sua carreira pública como embaixador de Portugal no Brasil (1941-1949). Considerado retrógrado por alguns intelectuais coevos, como foi o caso de Almada Negreiros, que escreveu o Manifesto Anti-Dantas, muito polémico, conseguiu granjear durante a vida grande prestígio social e literário, prestígio que decaiu após a sua morte. Foi eleito sócio da Academia de Ciências de Lisboa em 1908, instituição a que presidiu a partir de 1922.



1975 - Os trabalhadores da Rádio Renascença, propriedade do Episcopado, ocupam as instalações.

1992 - A escritora portuguesa Sophia de Mello Breyner Andresen vence o Prémio de Literatura para crianças da Fundação Gulbenkian.

1993 - Morre Francisco José Carneiro de Sousa Tavares (Lisboa, Portugal, 12 de junho de 1920 - Lisboa, Portugal, 25 de maio de 1993), aos 72 anos. Foi um reconhecido advogado e jornalista português, resistente ao regime fascista, antigo deputado, ministro da Qualidade de Vida no Governo do Bloco Central.

2004 - A Bombardier, antiga Sorefame, única fábrica de comboios em Portugal, cessa a produção da fábrica na Amadora.
 


2006 - O Parlamento aprova a Lei de Procriação Medicamente Assistida.
 
2006 - O Governo aprova a revisão da Lei da Programação militar e o regime legal para a concessão e emissão do passaporte eletrónico português.

2006 - É criado o Centro de Atendimento Telefónico da Saúde que pretende aconselhar os utentes e identificar os casos urgentes, direccionando-os depois para os hospitais. Entrará em funcionamento em janeiro de 2007.
 


2007 - A revista Folhas de Poesia, que surgiu em 1957 e foi publicada até 1959, é relançada, na Casa Fernando Pessoa, no âmbito de uma homenagem à poetisa Fiama Hasse Pais Brandão.

2008 - A portuguesa Vanessa Fernandes, campeã do Mundo e recém-sagrada pentacampeã da Europa, bate, em Madrid, o recorde de vitórias em etapas da Taça do Mundo de triatlo, atingindo o 20.º triunfo.

2011 - O Presidente da República, Cavaco Silva, exerce pela primeira vez o direito de veto no seu segundo mandato, devolvendo à Assembleia da República o diploma relativo ao regulamento orgânico da Comissão de Acesso aos Documentos Administrativos.
 
 
 
2012 - Morre João Sá Coutinho Rebelo de Soto Maior (Ponte de Lima, Portugal, 8 de outubro de 1929 - Ponte de Lima, Portugal, 25 de maio de 2012), aos 82 anos. Foi advogado e já como diplomata foi o primeiro embaixador de Portugal nas ex-colónias africanas. Primeiro na Guiné-Bissau, em 1974, onde acumulou o cargo com o de Embaixador também em Dakar, na Mauritânia, em Cabo Verde e na República Popular do Congo, passando depois para Angola em 1977. Como Embaixador em Madrid, foi ele que convenceu, ao longo de várias horas de negociações pela noite dentro, Rui Rodrigues a sair do avião que tinha desviado de Lisboa para Barajas em maio de 1980. Acabaria a carreira como Embaixador junto da Santa Sé, ainda no tempo de João Paulo II. Foi o 4º conde D'Aurora.

2013 - Milhares de manifestantes concentram-se junto ao palco montado pela CGTP em frente ao Mosteiro dos Jerónimos, em Belém, gritando palavras de ordem contra o Governo e o Presidente da República.

2014 - Em Portugal, os resultados indicam oito deputados (31,47%) para o PS, sete (27,71%) para a Aliança Portugal (PSD/CDS-PP), três (12,67%) para a CDU (PCP-PEV), dois (7,14%) para o Partido da Terra (MPT) e um (4,56%) para a Bloco de Esquerda.

 
 
 
 
 
 
 
 
 

No Mundo

 
1521 - É assinado em Worms na Alemanha, o denominado Édito de Worms, um decreto do imperador romano Carlos V que proibiu os escritos de Martinho Lutero e rotulou-o como inimigo do Estado. Este decreto pôs fim a uma constante luta entre Martinho Lutero e a Igreja Católica Romana sobre a reforma, especialmente no âmbito da venda de indulgências.
 
 

1810 - Fim da revolta argentina contra Espanha. A Revolução de Maio como ficou conhecida, foram uma série de eventos que ocorreram entre 18 e 25 de maio de 1810 na cidade de Buenos Aires, capital do Vice-Reino do Rio da Prata. Esta revolução deu início à Guerra da Independência da Argentina, apesar de nenhuma declaração formal de independência ter sido emitida na época e da Primeira Junta ter continuado a governar em nome do deposto Fernando VII.

1887 - Há 130 anos nascia Francesco Forgione, conhecido como padre Pio (Pietrelcina, Itália, 25 de maio de 1887 - San Giovanni Rotondo, Itália, 23 de setembro de 1968). Virá a ser um frade e sacerdote católico italiano, da Ordem dos Frades Menores Capuchinhos, foi, ainda em vida, alvo de uma veneração popular de grandes proporções, principalmente pelos carismas e dons espirituais, como o dom da bilocação, da levitação, das curas milagrosas, dos perfumes que exalava, entre outros. Foi canonizado em 16 de junho de 2002, proclamado na Praça de São Pedro pelo pontífice papa João Paulo II como São Pio de Pietrelcina.



1895 - O escritor de origem irlandesa Oscar Wilde é condenado a prisão, por danos morais, em Londres.
 
1914 - A Câmara dos Comuns, em Londres, vota a Lei da Autonomia Administrativa da Irlanda.

1921 - Nasce Hans Jakob Steinberger, mais conhecido por Jack Steinberger (Bad Kissingen, Alemanha, 25 de maio de 1921) é um físico norte americano nascido na Alemanha. Recebeu o Nobel de Física de 1988, juntamente com Leon Max Lederman e Melvin Schwartz, por terem desenvolvido um método para produzir feixes de neutrinos, o que levou à descoberta de uma segunda espécie dessa partícula: o neutrino do múon. Essas experiências foram realizados na Universidade de Columbia no início da década de 1960. Em 1968 transferiu-se para o CERN, onde trabalhou em inúmeras experiências sobre neutrinos. Está hoje de parabéns completando 96 anos.



1940 - Durante a Segunda Guerra Mundial tem início da Batalha de Dunquerque. Nesta batalha, uma enorme força britânica e francesa ficou encurralada por uma divisão panzer alemã a nordeste da França e entre o canal costeiro de Calais. Mais de 300 000 soldados aliados foram evacuados por via marítima. Este batalha terminou em 4 de junho de 1940.

1961 - O presidente norte americano John Fitzgerald Kennedy anuncia num discurso na Universidade de Rice as intenções dos Estados Unidos enviarem homens à Lua antes do final da década.



1963 - É constituída a Organização de Unidade Africana (OUA), em Adis Abeba, Etiópia.

1974 - Começam as conversações entre o Governo português e o PAIGC para o reconhecimento da independência da Guiné-Bissau, proclamada em 1973.

1977 - Há 40 anos estreia nos cinemas dos EUA o primeiro filme da série de George Lucas "Star Wars Episode IV: A New Hope".



1985 - Realiza-se em Alcântara, Espanha, a cimeira informal dos primeiros-ministros de Portugal, Mário Soares, e de Espanha, Felipe González.

1989 - Mikhail Gorbachev é reeleito Presidente da União Soviética, com 95,6 por cento dos votos do Congresso.

 
 
1991 - Saem de Angola os últimos 1910 soldados cubanos do contingente inicial de 50 mil.

1992 - O Presidente do Brasil Fernando Collor de Melo é acusado de consumo de estupefacientes, negócios ilícitos e tráfico de influências.

1999 - A NATO duplica o número das forças presentes no Kosovo.

 
 
2003 - Israel aprova o Roteiro para a Paz, proposto pela União Europeia, os EUA, a Rússia e a ONU, que prevê a criação do Estado palestiniano até 2005.

2003 - A Palma de Ouro do Festival de Cannes é atribuída ao filme "Elephant", de Gus Van Sant.

2004 - É criado o Conselho de Paz e Segurança da União Africana, em Addis Abeba.

 
 
2005 - O Liverpool vence a Liga dos Campeões em futebol.

2006 - Timor-Leste. Confrontos entre as forças armadas e efectivos da polícia causam dez mortos e 27 feridos. Xanana Gusmão assume o controlo das forças de segurança, retirando as competências ao governo de Mari Alakatiri.

2007 - O projecto de integração de uma nova ala na Pallant House Gallery para albergar uma das melhores colecções de arte britânica do século XX vence o Gulbenkian Prize for Museums and Galleries 2007.



2012 - Morre Edoardo Mangiarotti (Renate, Itália, 7 de abril de 1919 - Milão, Itália, 25 de maio de 2012), aos 93 anos. Foi um esgrimista olímpico italiano e considerado um dos maiores nomes da esgrima mundial. Com um total de 39 medalhas em campeonatos mundiais e olimpíadas. Foi porta-bandeira italiano em Olimpíadas em 2 oportunidades: Olimpíadas de Melbourne-56 e Roma-60.
 
2014 - Eleições europeias. O Partido Popular Europeu (PPE), família política que integra PSD e CDS-PP, mantém-se como a principal família política do Parlamento Europeu, com 211 assentos, seguido dos Socialistas, com 193 lugares.

2014 - Morre Wojciech Witold Jaruzelski (Kurów, Polónia, 6 de julho de 1923 - Varsóvia, Polónia, 25 de maio de 2014), aos 91 anos. Foi um político e militar comunista da Polônia. Ocupou os cargos de primeiro-ministro (1981-1985), chefe do conselho de estado (1985-1989) e presidente da Polônia (1989-1990), tendo sido o último Presidente comunista da Polónia.
 
 
 
2014 - Eleições presidenciais na Ucrânia com uma vitória clara de Petro Poroshenko. O "rei do chocolate", como é conhecido devido à fortuna que amealhou no ramo dos doces, torna-se assim no primeiro Presidente eleito após a deposição de Viktor Ianukovich, em Fevereiro.
2014 - Em Macau, milhares de pessoas saem à rua contra a proposta de lei de garantias dadas aos titulares dos principais cargos políticos, um protesto cujos organizadores dizem ser o maior desde a transferência da administração em 1999.

2014 - O partido grego anti austeridade Syriza, vence as eleições europeias (26,58%) e pela primeira vez na sua história garante o primeiro lugar em diversas regiões nas eleições locais incluindo na Ática, a maior região da Grécia.
 
 
 
 
 
 
 
 
 

Texto:
Paulo Nogueira