quinta-feira, 30 de maio de 2019

JOSÉ MARIA DA FONSECA

 

Visita guiada…







Este é um negócio vitivinícola de família com quase dois séculos de história que, sem nunca repousar sobre as glórias conquistadas no passado, tem sabido modernizar-se e estar na vanguarda. O fundador desta prestigiada casa foi José Maria da Fonseca nascido em 31 de maio de 1804 na aldeia de Vilar Seco, concelho de Nelas, em plena região do Dão. Após formar-se como bacharel em matemática na Universidade de Coimbra e depois de adquirir uns terrenos e a Quinta da Bassaqueira, no ano de 1824, em Vila Nogueira de Azeitão. Dados como garantia de divida a uma empresa de tabacos, a "Contrato do Tabaco" do qual o seu pai José António da Fonseca, um comerciante do Cais do Sodré, fazia parte, José Maria da Fonseca estabelece-se nessa região onde funda a empresa com o seu nome. É igualmente neste local que manda construir a sua casa onde passa a residir com a família desde então. Homem de grande visão, José Maria da Fonseca foi um pioneiro na vitivinicultura portuguesa.





José Maria da Fonseca 1804 - 1887 (col. priv.)



Aspecto da quinta da Bassaqueira em finais do séc. XIX
em Vila Nogueira de Azeitão (arq. priv.)


 
Exterior das adegas e casa da José Maria da Fonseca em Vila Nova de Azeitão
no seu estado original no início do século XX
(arq. priv.)
 
 
 

Iniciais JMF, José Maria da Fonseca no interior da Casa Museu
 (foto Ana Paula Branco)




Duas grandes inovações introduzidas por José Maria da Fonseca foram amplamente elogiadas na sua época, a substituição do trabalho braçal pelo arado e o alargamento do compasso entre as cepas para melhor exposição solar. É a ele também que se deve a introdução de novas castas na região, como o "Castelão Francês", que trouxe da Estremadura, bem como as substanciais melhorias no Moscatel de Setúbal. A partir de 1849, 6 anos após a criação da marca Moscatel de Setúbal e da sua fama, a marca ganha a Medalha de Ouro na Exposição Universal de Paris. A qualidade excepcional deste vinho vem comprovar o motivo pelo qual, ainda hoje, é uma referência e um dos embaixadores por excelência desta região de Portugal internacionalmente reconhecida. Por todo este prestígio e fama na área da vitivinicultura, em 1857 o rei D. Pedro V (1837 - 1861), confere a José Maria da Fonseca a Ordem da Torre e Espada de Valor, Lealdade e Mérito. À data da morte de José Maria da Fonseca, em 1887, a empresa por ele criada, possuía marcas de prestígio reconhecidas nacional e internacionalmente, sendo os seus produtos exportados para todos os continentes. Por volta dos meados do século XIX a casa José Maria da Fonseca possuía os mais avançados equipamentos para a época nas suas adegas no tratamento e engarrafamento dos seus vinhos, como a primeira máquina de engarrafamento de vinho em Portugal, importada da França em 1850 e que tinha como objectivo aumentar a produção de vinho da empresa. A nova máquina permitia a produção de 440 garrafas por hora. Alguns destes equipamentos, como  que ainda hoje se podem ver e admirar nas instalações e Casa Museu José Maria da Fonseca.  Após a morte do fundador José Maria da Fonseca no ano de 1887, acontecem mudanças na empresa, tendo ficado à frente da mesma o sobrinho do fundador, José Augusto de Paiva e um antigo empregado, José António Fernandes. Passa desde igualmente a empresa a designar-se por José Maria da Fonseca, Sucessores, LDA.





Substituição do trabalho braçal pelo arado nas propriedades
de José Maria da Fonseca (col. priv.)




 
Exemplos do sistema de alargamento do compasso entre as cepas para melhor exposição solar
na quinta da Casa Museu José Maria da Fonseca na actualidade
(fotos Paulo Nogueira)
 



Antiga garrafa de vinho, safra 1866, repousa na adega vitivinícola
da Casa Museu José Maria da Fonseca
(foto Paulo Nogueira)




Alguns dos prémios atribuídos ao longo de vários anos à J. M. da Fonseca
(foto Paulo Nogueira)



Fotos das primeiras gerações da família
de José Maria da Fonseca
(foto Paulo Nogueira)



Exemplo de medalhas ganhas pela José Maria da Fonseca num certame em Lisboa em 1884
(foto Paulo Nogueira)



Processo primitivo de engarrafamento do vinho na José Maria da Fonseca
em finais do século XIX (arq. priv.)



Antiga máquina de enchimento de vinhos de 1850 preservada
na Casa Museu José Maria da Fonseca
(foto Paulo Nogueira)



Antiga máquina de engarrafamento de vinhos de 1850
preservada na Casa Museu José Maria da Fonseca
(foto Paulo Nogueira)



Antigo candeeiro a petróleo de tecto de meados do século XIX
preservado na Casa Museu José Maria da Fonseca
(foto Paulo Nogueira)
 



                              José Augusto de Paiva e José António Fernandes gestores da José Maria da Fonseca
                                                                                                  a partir de 1887 (arq. priv.)




Aspecto do interior das instalações da José Maria da Fonseca no inicio do século XX
(arq. priv.)



Processo de engarrafamento do vinho no início do século XX (arq. priv.)
 
 
 
Pormenor de rotunda do sistema de carris do início do séc. XX
para o transporte de uvas no interior
das adegas da J. M. da Fonseca
(foto Paulo Nogueira)




Rotulo do Moscatel de Setúbal
da José Maria da Fonseca
de uma colheita de 1900
(col. priv.)



Aspecto do interior das instalações da José Maria da Fonseca
no inicio do século XX (arq. priv.)



Antigo sistema de transporte de pipas nas adegas da J. M. da Fonseca
(foto Paulo Nogueira)



Antiga bomba manual utilizada até meados do século XX
nas adegas da José Maria da Fonseca
(foto Paulo Nogueira)



Postal ilustrado mostrando os armazéns da firma José Maria da Fonseca, Sucessores, LDA.
em Vila Nogueira de Azeitão no início do séc. XX (col. priv.)





Em meados do início do século XX, mais propriamente a partir de 1920,  a empresa abre um escritório no Rio de Janeiro, para com isto apoiar os revendedores no Brasil. As exportações desta marca para o Brasil eram superiores a cem mil caixas de vinho, entre a marca Moscatel de Setúbal e a marca Colares de Viúva Gomes. Em 1929 com a Grande Depressão e a revolução Constitucionalista no ano de 1932, o mercado de vinhos foi grandemente afectado no Brasil, vendo-se por esse motivo a José Maria da Fonseca, Sucessores obrigada a vender algum do seu património como a firma Viúva Gomes da Silva & Filhos, LDA, vendida em 1931 à empresa Vitor Guedes & Companhia, Sociedade Comercial.
Associado à exportação destes vinhos para o Brasil e o Oriente, a José Maria da Fonseca descobriu o designado vinho Torna Viagem. Na época em que navios cruzavam os mares do Mundo fazendo todo o tipo de comércio, era comum levarem à consignação cascos de Moscatel de Setúbal. Os comandantes, que recebiam uma comissão pelo que vendiam, nem sempre os conseguiam comercializar na totalidade. Na volta a Portugal, depois do périplo, em que se submetiam a diversos climas e significativas variações de temperatura, os cascos eram devolvidos à casa mãe. Ao serem abertos, o resultado era quase sempre uma grata surpresa: geralmente o vinho estava bastante melhor do que antes de embarcar. A passagem pelos trópicos, a caminho do Brasil, África ou Índia, quando atravessava por duas vezes a linha do Equador, uma na ida, outra na volta, melhorava a qualidade do vinho Moscatel de Setúbal e conferia-lhe grande complexidade. Ainda hoje este processo é feito para algumas produções da José Maria da Fonseca, estando esse facto presente numa alusão que pode ser admirada na Casa Museu José Maria da Fonseca à viagem do NRP Sagres, navio-escola da Marinha Portuguesa que participou na viagem comemorativa dos 500 anos da descoberta do Brasil, a firma José Maria da Fonseca embarcou seis barris de Moscatel de Setúbal, cada um com 600 litros.





Actividades de engarrafamento do vinho em meados dos anos 20 do século XX (arq. priv.)



Publicidade à J. M. da Fonseca no Guia Oficial da Exposição Portuguesa
 em Sevilha de 1929 (col. priv.)





                                                       Cartazes do Moscatel de Setúbal  José Maria da Fonseca de 1931 (col. priv.)

 
 
 
Casco com uma colheita do famoso vinho Torna Viagem
 da José Maria da Fonseca
 (foto Paulo Nogueira)
 



Cascos contendo o afamado vinho Torna Viagem da José Maria da Fonseca,
que viajou no Navio Escola Sagres da Marinha Portuguesa no ano de 2000
(fotos Paulo Nogueira)


 

A António Porto Soares Franco, representante da quinta geração da família e enólogo diplomado em Montpellier, se deve o surgimento de dois vinhos rosés que representam duas grandes marcas produzidas pela José Maria da Fonseca: Faísca e Lancers. O Lancers é um vinho branco, produzido a partir dum lote de castas brancas, tendo este produto a particularidade de ser comercializado em garrafas de barro pintado. Trata-se de um vinho muito versátil, apreciado em todo o mundo e que deve ser bebido fresco. A visita de Henry Behar, americano de origem arménia, à José Maria da Fonseca, ainda antes do final da guerra, e a sua proposta em lançar um vinho rosado nos Estados Unidos, constituiu o grande ponto de viragem nos negócios da empresa a partir de 1944. A Vintage Wines, que Henry Behar criou com mais três sócios e que mais tarde viria a vender à Heublein, rapidamente cobriu o mercado norte-americano atingindo em meados dos anos de 1960 vendas de quase meio milhão de caixas de Lancers e um milhão de caixas no final da década de 70. Mantém-se ainda hoje líder destacado dos vinhos portugueses importados e consumidos nos EUA. A introdução do primeiro vinho branco de grande sucesso no mercado nacional surge em 1945 com o Branco Seco Especial (BSE) e, uma década mais tarde, em 1959, é lançada a marca Terras Altas com vinhos do Dão. Os vinhos Pasmados, inicialmente conhecidos como Branco Velho e Tinto Velho, adquirem a sua própria identidade em 1959. A marca Palmela Superior dá origem, a partir de 1969, aos vinhos Camarate Clarete, Camarate e, a partir de 1985, Quinta de Camarate. Finalmente, em 1945 começa a produção dos vinhos de garrafeira identificados por siglas  secretas que os tornam autênticos objectos de colecção: P, DA, AE, CB, EV, são os primeiros de uma longa série de mais de vinte garrafeiras de diferentes origens que conferem à José Maria da Fonseca uma reputação assinalável na produção deste tipo de vinhos.  



 
 
Foto publicitária dos anos 40 do séc. XX de alguns dos vinhos produzidos
 pela José Maria da Fonseca (arq. priv.)



Processo de engarrafamento do vinho já em meados dos anos 40 do século XX
(arq. priv.)



Tradicional garrafa do vinho Lancers
em barro pintada de vermelho
 (col. priv.)





                            Cartazes publicitários norte-americanos do vinho Lancers dos anos 50 do séc. XX (col. priv.)
                                                                                                                


     Linha de engarrafamento do vinho Lancers nos anos 60 do sec. XX (arq. priv.)



Publicidade dos anos 70 do séc. XX aos famosos vinhos Lancers
(col. priv.)



Foto publicitária dos vinhos Branco Seco Especial e Branco Velho 
de meados dos anos 40 do séc. XX
 produzidos pela José Maria da Fonseca 
(arq. priv.)
 
 
 
Foto publicitária dos anos 40 do séc. XX de alguns dos famosos vinhos de mesa
 produzidos pela José Maria da Fonseca (arq. priv.)



Vinho Quinta de Camarate produzido pela José Maria da Fonseca na actualidade (arq. priv.)





A compra em 1986 da Casa Agrícola José de Sousa Rosado Fernandes, em Reguengos, alarga a oferta de Vinhos de Quinta da José Maria da Fonseca, sendo actualmente  José de Sousa o único vinho português produzido em talhas de barro, mantendo esta tradição romana de fermentar o vinho em potes de barro, a par da última tecnologia. O crescimento das vendas dos vinhos Periquita, com uma fortíssima presença nos mercados externos, do BSE e do Moscatel de Setúbal e, a nível de pequenas produções, o sucesso do José de Sousa, do D'Avillez, e dos três vinhos de garrafeira CO, TE e RA, confirmam a aposta da José Maria da Fonseca no desenvolvimento de um portfólio de produtos de grande qualidade. A partir de 1995, novos vinhos como  Periquita Clássico, os Primum e a Colecção Privada, conferem à José Maria da Fonseca uma certa harmonia entre a força da tradição e a criatividade à volta de novos vinhos apetecíveis às novas tendências de consumo.
A marca José Maria da Fonseca encontra-se actualmente na posse da sexta geração dos seus descendentes directos, desde que António Soares Franco assumiu a presidência em 1986 e o seu irmão Domingos, diplomado em Enologia pela Universidade de Davis, na Califórnia, assegura a vitivinicultura e cria um estilo muito próprio e personalizado dos vinhos que caracterizam a casa. Em Abril de 1996 a J.M. da Fonseca Internacional Vinhos e a marca Lancers são adquiridas ao grupo britânico IDV, tornando a José Maria da Fonseca a maior empresa do sector detida por capitais exclusivamente portugueses. Neste mesmo ano, a empresa obtém o reconhecimento, pelo IPQ, da qualidade do seu processo de produção e engarrafamento segundo a norma ISO 9002, sendo o primeiro produtor de vinhos de mesa a receber tal distinção. A estratégia deste crescimento passa também pelo aumento significativo da área de vinha, e consequentemente pelo aumento da produção própria no conjunto total das vendas. A José Maria da Fonseca detém, no final do século XX, 600 hectares de vinha, 500 dos quais na Península de Setúbal e os restantes no Alentejo. A estes devem juntar-se 150 hectares de gestão por conta de terceiros. Consciente da responsabilidade de ser o mais antigo produtor de vinho de mesa e de Moscatel de Setúbal em Portugal, a José Maria da Fonseca obedece a uma filosofia de permanente desenvolvimento, o que a leva a investir sempre mais em suportes de investigação, de produção, aliando as mais modernas técnicas  e ao saber tradicional. Dos quase 700 hectares de vinhas e de uma adega dotada de tecnologia de última geração, que rivaliza com as melhores do mundo, resultam vinhos que aliam a experiência acumulada ao longo da sua história com as mais avançadas técnicas de vinificação. Além de todos estes recursos utilizados na produção dos seus vinhos, o que mais caracteriza o trabalho na José Maria da Fonseca é uma enorme paixão pela arte de fazer vinho. É esta paixão de despertar emoções, que esta marca partilha com o consumidor, cada vez que este visita a sua Casa Museu e prova um dos seus vinhos.




O famoso vinho de mesa Periquita produzido
pela José Maria da Fonseca
(foto Paulo Nogueira)




Garrafas de vinhos branco e tinto de mesa da J. M. da Fonseca na actualidade
(foto Paulo Nogueira)
 
 
 
Entrada das adegas da José Maria da Fonseca em Vila Nogueira de Azeitão na actualidade 
(foto Paulo Nogueira)



Antigos cascos para o vinho no exterior das adegas da José Maria da Fonseca
em Vila Nova de Azeitão na actualidade
(foto Paulo Nogueira)






Vinhas na região de Setúbal e Palmela da José Maria da Fonseca (arq. priv.)



Membros da descendentes da família que administra actualmente a Casa José Maria da Fonseca (arq. priv.)



Publicidade actual do vinho Periquita
produzido pela José Maria da Fonseca
(arq. priv.)

Edição especial de vinho Bastardinho Apothéose
da José Maria da Fonseca,
produzido a partir da casta Trousseau
(arq. priv.)



A nova imagem dos vinhos produzidos pela José Maria da Fonseca (arq. priv.)





Esta visita à casa onde a José Maria da Fonseca foi fundada em 1834, permite ao público conhecer um pouco mais da história desta empresa familiar, onde os valores passados de geração em geração, continuam actuais e permitem projectar a empresa no século XXI. O belo edifício desta casa foi construída no século XIX e restaurada em 1923 pelo arquitecto suíço Ernesto Korrodi (1870 - 1944), tendo sido a residência da família Soares Franco até 1974. Esta casa com a sua bela fachada, jardins de beleza muito especiais, de que fazem parte belos recantos, fontes e o seu bonito mirante, tem estado desde sempre associada à imagem da José Maria da Fonseca. A visita tem início na Sala Museu com uma breve explicação sobre a história da empresa, com muitas recordações à marca associadas, como os prémios recebidos ao longo da sua história e artefactos a ela ligados, tal como objectos e mobiliário pertence à família. Depois de uma passagem pelo jardim, visitam-se as Adegas: a "Adega da Mata", ou da "Periquita" tem uma capacidade total de 800.000 litros de vinho e a casta predominante é a Castelão com pequena percentagem de Trincadeira e Aragonês. É ai que estagia o vinho Periquita. Na "Adega dos Teares Novos", onde decorre anualmente a Confraria do vinho Periquita. Na "Adega de Teares Velhos", antiga fábrica de têxteis no século XVIII, um lustre em ferro forjado reflecte as iniciais da família no chão da adega e vai o visitante surpreender-se ao ouvir Canto Gregoriano, de acordo com a explicação dos guias, acredita-se que a música ajuda a envelhecer o vinho mais rápido. Verdade ou mito, o facto é que a música cria um ambiente bastante interessante e, ao mesmo tempo, cria um ambiente místico, dentro da adega. No interior deste edifício e numa adega à parte especial, designada "Adega Frasqueira", repousam alguns dos mais antigos moscatéis de Setúbal, muitos dos quais relíquias com mais de 100 anos. Sem dúvida, uma colecção única deste tipo de vinho no mundo. A colecção contém cerca de 34.000 garrafas de vinho Moscatel e mais de 100 colheitas diferentes. A cada ano é guardado um casco de 600 litros de vinho, assim como mais 60 garrafas de cada tipo de vinho Moscatel. As garrafas mais antigas desta colecção datam de 1880 e as mais recentes são de 1983, ano em que se percebeu que não havia mais espaço na adega. Assim sendo, a partir de 1984, a família teve que passar a armazenar as garrafas em outro lugar apropriado. A titulo de curiosidade, nesta designada "Adega Frasqueira" só entram membros da família e convidados especiais como a Rainha da Dinamarca, os Reis da Suécia nos anos 80 e um único Presidente da República de Portugal nos anos 90. 

Esta visita guiada demora cerca de 45 minutos e é uma verdadeira aula sobre a história de uma família que, há quase dois séculos, domina a arte de transformar a uva em vinhos de sabor e qualidade reconhecidos internacionalmente.
No final desta história vista e contada ao vivo, o visitante terá oportunidade de provar algumas das marcas produzidas pela casa José Maria da Fonseca, podendo também ainda aproveitar para adquirir os vinhos que mais gostar, da vasta variedade à venda na loja da Casa Museu José Maria da Fonseca.




Horários de funcionamento do Enoturismo (Recepção e Loja):



Recepção e Loja: 10h00 - 13h00 / 14h30 - 18h30.



Eventos podem ser marcados fora do horário de funcionamento segundo marcação prévia.



Horário Visitas: 10h00 às 12h00 e das 14h30 às 17h30



Datas de encerramento: 1 e 2 de Janeiro; 31 de Maio; 24, 25 e 31 de Dezembro



Idiomas disponíveis: Português, Inglês, Francês, Espanhol



Ponto de Diferença: "Adega de Teares Velhos", onde repousam moscatéis com quase 2 séculos. A primeira "linha de engarrafamento"; datada de 1880.



A nova vinha educacional.



Uma visita que vale a pena, onde se percebe e sente a arte da produção vitivinícola.



 
 
Exterior das adegas e casa da José Maria da Fonseca em Vila Nova de Azeitão
após restauro já em meados dos anos 20 do século XX (arq. priv.)
 
 
 
Fachada da Casa Museu José Maria da Fonseca na actualidade (foto Paulo Nogueira)
 



Aspectos da entrada da Casa Museu da José Maria da Fonseca (fotos Ana Branco e Paulo Nogueira)



Escantilhões com as designações dos tipos de vinhos produzidos ao longo de décadas
pela José Maria da Fonseca (foto Paulo Nogueira)



Peça de cerâmica Bordalo Pinheiro do acervo da Casa Museu José Maria da Fonseca
(foto Paulo Nogueira)


 
Fachada das traseiras da Casa Museu José Maria da Fonseca (foto Paulo Nogueira)
 

 
Antigo candeeiro a gás de finais do séc. XIX no jardim
da Casa Museu José Maria da Fonseca 
(foto Paulo Nogueira)


 
Fonte decorativa com azulejos com alusivos ao Deus Baco nos jardins
da Casa Museu José Maria da Fonseca
(foto Paulo Nogueira)
 

 
 
 
Aspectos das adegas e complexo da Casa Museu José Maria da Fonseca (fotos Paulo Nogueira)

 

Grupo de visitantes de formação nos jardins da Casa Museu José Maria da Fonseca
(foto Paulo Nogueira)
 

 
Recantos do jardim da Casa Museu José Maria da Fonseca (foto Paulo Nogueira)
 
 

Mirante nos jardins da Casa Museu José Maria da Fonseca (foto Paulo Nogueira)
 
 

Designação da adega do Periquita (foto Paulo Nogueira)



Aspecto do interior da designada "Adega da Mata"
da José Maria da Fonseca
 (foto Paulo Nogueira)



 
Alusão ao Deus da mitologia grega Baco em painel de azulejos no interior da adega do Periquita
da José Maria da Fonseca (foto Paulo Nogueira)

 
 
Aspecto do interior da "Adega de Teares Velhos" da José Maria da Fonseca,
onde o vinho repousa, na actualidade (foto Paulo Nogueira)

 
 
Lustre em ferro forjado na "Adega de Teares Velhos"
que reflecte as iniciais da família no chão da adega
 (foto Paulo Nogueira)
 
 
 
Registos de produções do famoso vinho Moscatel de Setúbal
produzidos pela José Maria da Fonseca desde à 120 anos
(foto Paulo Nogueira)

 
 
Interior da adega de "Teares Velhos", onde repousam moscatéis com quase 2 séculos,
que inclui a primeira linha de engarrafamento, datada de 1880
 (foto Paulo Nogueira)



Interior da designada "Adega Frasqueira", onde repousam verdadeiras preciosidades
do vinho Moscatel de Setúbal, desde 1880 (arq. priv.)




Designação da loja de vinhos da Casa Museu  José Maria da Fonseca
(foto Paulo Nogueira)

 

Sala de prova e venda de vinhos da José Maria da Fonseca (foto Paulo Nogueira)
 
 
 
Aspecto de alguns produtos à venda na loja
da José Maria da Fonseca
(foto Paulo Nogueira)



Um brinde com o famoso vinho Moscatel de Setúbal
em cálice de prova no final da visita
 à Casa Museu e adegas da José Maria da Fonseca
(foto Paulo Nogueira)



 





Texto:
Paulo Nogueira



Fontes e bibliografia:
CARREIRA, Ceferino, Vinhos de Portugal, Da vinha ao vinho – variedades e regiões, Colares Editora, 1999
MAYSON, Richard, Os Vinhos e Vinhas de Portugal, Publicações Europa-América, 2005
SALVADOR, José A., Moscatel de Setúbal, O príncipe dos Moscatéis, Edições Afrontamento, 2010
Site José Maria da Fonseca