segunda-feira, 18 de março de 2019

OS TEMPLÁRIOS EM PORTUGAL







A história dos Templários é a mais oculta e mais difusa apresentada em livros, estudos ou romances que vemos na actualidade. Existem muitas opiniões, estudos e conclusões, algumas ainda sem provas concretas e fundamentadas. Alguns estudiosos da matéria, nomeadamente no campo do esoterismo, afirmam que eles eram uma sociedade envolta em grandes mistérios, estranhas simbologias, associados a mágicos, alquimistas e bruxos. No entanto a Ordem dos Templários, conhecida como os cavaleiros do Templo, devotados à defesa dos lugares santos da Palestina, foi fundada em 1118 por Hugo de Payens (1070 - 1136), um fidalgo francês da região de Champanhe, juntamente com mais oito cavaleiros companheiros do nobre militar Godofredo de Bulhão ou Godofredo de Bolhões (1058 - 1100), totalizando o número de nove: entre os quais Godofredo de Saint – Omer, e segundo estudos feitos mais recentemente mas sem provas concretas, um português, de seu nome Arnaldo da Rocha. São no entanto muito controversas, como aliás toda a temática relacionada com esta Ordem, no que respeita a datas concretas da sua fundação. Nove anos depois, em 1128, a Ordem dos Templários foi confirmada pelo Papa a pedido de São Bernardo de Claraval (1090 - 1153), que lhe terá redigido as regras que foram aprovadas em 13 de janeiro de 1123 no Concilio de Troyes no mesmo ano e lhe imprimiu o seu espírito, tendo para tal escrito um livro em louvor dos Templários. Esta foi a única Ordem fundada, não com o intuito de auxiliar peregrinos e doentes, mas sim para combater de forma radical os infiéis. Nos seus documentos oficiais designam-se com "Fratres militiae Templi ou Pauperes commilitones Christi Templique Salomonis" O rei de Jerusalém Balduíno II oferece-lhes para a sua sede uma ala do seu palácio situado na Mesquita El-Aksa, construída no lugar onde se situara o antigo Templo de Salomão, de onde tiraram o nome e oficializando a Ordem. A Ordem compreendia quatro classes: Os cavaleiros, os escudeiros, os irmãos leigos e os capelães e sacerdotes (chefes militares, sargentos, soldados, clérigos). Juravam consagrar a sua vida ao serviço de Deus, defender no temporal a fé cristã e os lugares santos e combater os seus inimigos, fazendo votos de pobreza, obediência e castidade. O santo abade Bernardo de Claraval descreve-os como "monges – cavaleiros de Deus", vivendo numa sociedade simples, sem mulheres, sem filhos, sem terem nada de próprio. Nunca estão ociosos, nem espalhados fora das suas casas, quando não estão em campanha contra os infiéis, reparam as vestes, armas e os arreios dos cavalos, ou estão ocupados em exercícios piedosos. Detestam os jogos e futilidades, não se permitem caçar e banham-se raras vezes, andam vestidos de forma desmazelada com a cara queimada pelo sol. Para o combate armam-se espiritualmente de fé e por fora de ferro, sem qualquer espécie de ornato e tendo as armas como único enfeite. Toda a sua confiança está no Deus dos exércitos e, combatendo pela sua causa procuram uma vitória certa ou uma morte santa e honrosa. As suas vestes brancas assim como os mantos, eram ornamentadas com uma cruz vermelha de quatro lados iguais, tal como os seus estandartes, que simbolizava a fé e protecção. O selo dos  cavaleiros Templários tinha também ele um simbolismo,  era constituído por dois cavaleiros montados no mesmo cavalo, o que significada a fraternidade, entre os cavaleiros tal como o seu voto de pobreza e o templo de Salomão.  Enquanto viveram na Palestina, houve sempre uma rivalidade entre os Templários e os Hospitalários, que não poucas vezes se traduziu em lutas armadas que muito enfraqueceram as posições cristãs na Terra Santa. Após a queda de São João de Acra em 1291 ambas as Ordens transferiram-se para Chipre que o rei de Inglaterra Ricardo Coração de Leão (1157 - 1199), tinha dado ao rei de Jerusalém. Essa rivalidade prolongou-se até à extinção da Ordem dos Templários pelo papa Clemente V a instâncias do rei de França Filipe IV o Belo (1268 - 1314) com a ordem de detenção de todos os cavaleiros Templários em França a 13 de outubro de 1307. Os líderes Templários foram supliciados. E em 1314, o último grão-mestre, Jacques de Molay (1243 - 1314), foi queimado na fogueira em Paris. De acordo com a lenda, de dentro das chamas este amaldiçoou o rei Filipe IV e sua descendência, o papa Clemente V e o ministro Guilherme de Nogaret, afirmando estes seriam convocados perante o tribunal de Deus no prazo de um ano. De facto, todos os três morreram dentro desse prazo.

 
Representação do misteriosos rituais  praticados supostamente pelos Templários
(col. pess.)
 
 
 
Representação de cavaleiro Templário, datada de 1170 ou 1180
(fresco da capela de Cressac, França)
 
 
 
 
Hugo de Payens 1070 - 1136 considerado o fundador
da Ordem dos Cavaleiros Templários
(col. priv.)
 
 

Godofredo de Bulhão 1058 - 1100
in Livro do Armeiro-Mor de 1509
 (arq. Torre do Tombo)
 
 
  

São Bernardo de Claraval 1090 - 1153 (col. igreja de Saint Etienne du Mont)


Concilio de Troyes em 13 de janeiro de 1128 (col. pess.)



Rei Balduíno II de Jerusalém cede o Templo de Salomão a Hugo de Payens
e Godofredo de Saint-Omer oficializando a Ordem,
 in miniatura de "La Histoire des Croisades"
(col. Bibliothèque Nationale de France)



Iluminura representando um cavaleiro Templário francês medieval
(col. priv.)



Pormenor de ornamento com a cruz vermelha de quatro lados iguais
em veste de cavaleiro Templário (arq. priv.)


Dois aspectos dos selo dos cavaleiros Templários (arq. priv.)




Cavaleiro Templário com a sua espada e o selo da Ordem (arq. priv.)





Iluminura medieval mostrando os Templários com guardiões
vencedores de Jerusalém (col. Mosteiro de St. Bertin, França)



Extinção dos Templários pelo papa Clemente V (col.priv.)



Rei de França Filipe IV o Belo 1268 - 1314
(col. Bibliothèque Nationale de France)




Jacques de Molay 1243 - 1314, último grão-mestre da
 Ordem dos Cavaleiros Templários
(col. pess.)



Suplicio na fogueira em Paris dos lideres Templários, incluindo  Jacques de Molay  em 1314
(col. pess.)




Templários queimados por acusação de heresia contra a Igreja Católica
in Crónica de França ou de Saint Denis, século XIV XIV-XV
(arq. Biblioteca Britânica)
 



Mas enquanto os Cavaleiros do Hospital se conservavam no Mediterrâneo Oriental, os Templários, na linha da sua missão universal expandiram as suas implantações no Ocidente da Europa. A Ordem do Templo chegara ao Condado Portucalense ainda no governo de D. Teresa de Leão (1080 - 1130), mãe de D. Afonso Henriques (1109 - 1185), e condessa-rainha de Portugal, que lhes fizera, segundo fontes antes de 1126 mas estudo mais recentes apontam como data oficial 1128, a doação da Vila de Fonte Arcada, actual concelho de Penafiel, data desse período a construção do castelo de Santa Maria da Feira que foi concedida à Ordem dos Templários. D. Teresa patrocinara ainda a instalação da Ordem em Portugal pela importante doação, em 1127, dos castelos de Soure e de Pombal, na linha do rio Mondego, sob o compromisso de colaborar na conquista de terras aos Muçulmanos. Será o castelo de Soure a primeira fortificação oficial da Ordem dos Templários em Portugal reconstruído para o efeito entre 1129 e 1130, segundo algumas fontes. O importante castelo de Pombal da Ordem, é iniciada a sua construção por volta de 1156. Os seus templos constituíam verdadeiras fortalezas, inexpugnáveis, que subsistem ainda hoje em Portugal. Foi principalmente na Península Hispânica, e em particular em Portugal, nas campanhas de reconquista contra os árabes, que os Templários mantiveram a sua acção de luta pela propagação da fé cristã. Atendendo a que em França e na Inglaterra não tinham as mesmas condições, dedicaram-se sobretudo às actividades financeiras, o que os tornou odiosamente vítimas da inveja dos grandes senhores feudais e mesmo de reis. Para tal, contornavam as disposições da igreja que proibiam os cristãos de exercer tal actividade. Foram até banqueiros do papa, de reis, de príncipes e de particulares. O seu grande poderio financeiro colocou-os mais tarde em conflito com a maioria dos soberanos, ao pretenderem estes defender os seus interesses e dos seus vassalos, que com arrogância cobiçavam as suas riquezas, denunciavam publicamente às mais altas instâncias eclesiásticas, a duvidosa origem lícita dos bens dos Templários. Por assim dizer, eram um estado dentro doutro estado, que originavam muitas vezes graves perturbações de prosperidade económica no entender dos ditos soberanos. Os Templários na Península Ibérica tiveram uma actuação benemérita que foi reconhecida e recompensada pelos reis com benefícios importantes. Estavam isentos de impostos e da jurisdição episcopal como os censos eclesiásticos gerais. Ao contrário do que ocorria em França e na Inglaterra, na Península Ibérica os reis concediam-lhes privilégios e doações de territórios muitos dos quais situados nas fronteiras, de preferência em zona de combate e de vanguarda cristã contra os árabes.


Condessa rainha de Portugal D. Teresa de Leão 1080 - 1130 (col. priv.)

  
 

Castelo Santa-Maria da Feira, a primeira fortificação a ser concedida à Ordem dos Templários
no Condado Portucalensa (arq. priv.)
 
 

Castelo Soure concedido à Ordem dos Templários e sua primeira fortificação oficial, 
na actualidade (arq. priv.)
 


Castelo de Pombal concedido à Ordem dos Templários, na actualidade (arq. priv.)




Cavaleiros da Ordem dos Templários em batalha de luta pela propagação da fé cristã (arq. priv.)



Os vários trajes dos cavaleiros Templários (arq. priv.)



 
Na saga do rei D. Afonso Henriques, pela conquista das terras que formariam o reino de Portugal, os Templários ajudaram em grande parte com os seus conhecimentos militares e com a força dos seus sacerdotes soldados. Em 15 de março de 1147, estão ao lado do primeiro rei português nos combates intensos que culminaram nas conquistas de Santarém e Lisboa aos mouros, que assegurariam a extensão das fronteiras portucalenses nas áreas da linha do Tejo. Como recompensa pela ajuda à vitória contra os Muçulmanos, o rei D. Afonso Henriques fez-lhes doações do eclesiástico das terras libertadas. Em 1159, D. Gualdim Pais (1118 - 1195), era o mestre da ordem em terras portucalenses. É nesta época que os Templários recebem o castelo de Ceras, muitas vezes confundido com o castelo de Tomar, e todas as terras a ele adjacentes, num vasto território que ia do rio Mondego ao rio Tejo, correndo pela linha do rio Zêzere. São instalados na região por doação hereditária daquele ano, concedida por D. Afonso Henriques. O castelo de Ceras foi entregue aos Templários em ruínas, o que levou D. Gualdim Pais a decidir edificar uma nova fortaleza na colina sobranceiro às margens do rio Nabão. A edificação da fortaleza foi iniciada em 1 de março de 1160, na colina situado do lado direito das margens do Nabão. Na mesma época, iniciou-se a construção da Charola, posteriormente adaptada a Capela-mor, uma das edificações templárias mais importantes no Ocidente. A partir de então, deu-se o princípio da vila de Tomar, que se desenvolveu ao redor dessa colina. Mediante a grandes doações régias, os Templários passaram a ser donos de uma grande fortuna no jovem reino de Portugal. A sua expansão prosseguia, em 1165 recebiam mais territórios e construindo e reedificando castelos como o de Castelo Branco, Nisa, Idanha - a - Velha, Penha Garcia e de Monsanto. A partir de 1169, passaram a receber como doação, a terça parte de tudo que viessem a conquistar além do Tejo. Ainda naquele ano, foram confirmadas a posse da ordem aos castelos da Cardiga (na foz do rio Zêzere) e de Tomar. Por esta ocasião, o castelo de Almourol, uma fortaleza situada numa ilha escarpada no meio do rio Tejo, e conquistado aos árabes em 1129, foi entregue aos Templários, que o reedificou, fazendo com que assumisse a beleza arquitectónica que se vê na actualidade. No reinado de D. Sancho I (1154 - I211), o emir do Magrebe, Ibne Iuçufe, empreende um grande cerco ao castelo de Tomar. O cerco aconteceu a 13 de julho de 1190, mas foi malogrado pela habilidade belicosa dos Templários, que defenderam com eficácia o reino. Desde então, a presença dos cavaleiros da ordem tornou-se indispensável em todo território português, formado na sua maior parte, por terras conquistadas aos mouros. Os cavaleiros garantiam a conquista desde a linha do Mondego ao Tejo. Em agradecimento a esta protecção, aumentavam as doações à ordem, vindas de particulares ou de cartas régias. Além de garantir a posse das terras, os cavaleiros ajudavam na fomentação dos povoamentos das regiões que defendiam. Devido a vicissitudes várias e a factores que ainda hoje carecem de explicação cabal, a Ordem do Templo foi, há sete séculos, depois de quase duzentos anos de existência, submetida a um processo trágico que levou à sua extinção. Foram e continuam sendo várias as teorias e mitos a respeito dos tesouros encontrados pelos Templários e uma delas é que os verdadeiros não foram os artefactos do Templo, mas sim relíquias que pertencem a Jesus Cristo, incluindo os seus ossos, o Santo Graal, entre outras relíquias. Todas as crenças, misticismos e lendas criadas pelos Templários, como a posse dos seus tesouros sagrados assim como todo o secretismo envolto, poderão ter estado de certa forma na origem do seu fim como Ordem Templária, juntamente com o poder económico que entretanto conseguiram. Uma rivalidade por detenção de poder gerada por essa fama. Fica pois a dúvida se realmente estes tesouros teriam de facto existido ou ainda se encontram escondidos como se supõe algures, e se tem insistido em tantas teorias.  Alguns artefactos da Ordem, que podem ter estado na origem das tais crenças e mistérios, terão sido encontrados por mero acaso nos anos 60 do século XX por caçadores de tesouros romanos em Tomar. Estas peças que serão apenas pistas do místico tesouro Templário, escaparam aos arqueólogos do regime Nazi, que consta terem estado em Portugal por volta de 1936 no castelo de Tomar à procura de provas e artefactos considerados sagrados do Templários. Estas peças encontradas em Tomar nos anos 60, estão actualmente na posse de coleccionadores privados, que os adquiriram, fora de Portugal em Inglaterra. O tema dos Templários associado aos seus mistérios e tesouros, tem sido usado, adaptado e convertido vezes sem conta a histórias, romances de ficções dos meios esotéricos e não só, algumas sem fundamento, mas com um intuito comercial de grande relevo a nível mundial.


Rei D. Afonso Henriques 1109 - 1185 (col. BNP)

 
 
 
Conquista do Castelo de Santarém por tropas da Ordem dos Templários em 15 de março de 1147,
por Alfredo Roque Gameiro (col. priv.)



D. Gualdim Pais 1118 - 1195, Mestre dos Templários em Portugal (col. priv.)
 



Castelo de Cera (Castrum Caesaris), actualmente chamado de Ceras
 in Livro das Fortalezas (arq. priv.)

 
 
Aspecto do Castelo de Tomar concedido à Ordem dos Templários (col. priv.)


 
Entrada do Castelo de Tomar na actualidade  (foto Paulo Nogueira)



Muralhas do Castelo de Tomar na actualidade (foto Paulo Nogueira)


 
Castelo de Tomar, na actualidade sede da Ordem dos Templários a partir de 1160 (arq. priv.)
 
 
 
 
Iluminura representando uma batalha de Cavaleiros Templários
na conquista de territórios aos Muçulmanos (col. priv.)




Castelo de Castelo Branco in Livro das Fortalezas (arq. priv.)
 


Castelo de Nisa in Livro das Fortalezas (arq. priv.)



Castelo de Idanha - a Velha na actualidade (arq. priv.)
 
 
 
Castelo Templário de Penha Garcia na actualidade (arq. priv.)
 
 

Castelo de Monsanto in Livro das Fortalezas (arq. priv.)




Castelo Templário de Almourol, na actualidade (arq. priv.)
 



   Castelos concedidos à Ordem dos Cavaleiros Templários em Portugal a sul do rio Mondego







Rei D. Sancho I 1154 - I211 (col. priv.)
 



Cavaleiros Templários em terras por eles libertadas (col. priv.)
 
 
 

Alusão ao mito dos tesouros dos Templários (arq. priv.)
 


 
A Ordem de Nosso Senhor Jesus Cristo originalmente era uma ordem religiosa e militar, criada a 14 de março de 1319 pela bula pontifícia Ad ea ex-quibus do Papa João XXII, que, deste modo, atendia aos pedidos do rei D. Dinis I (1261 - 1325). Recebeu o nome de Ordem dos Cavaleiros de Nosso Senhor Jesus Cristo e foi herdeira das propriedades e privilégios da Ordem do Templo. No mês de maio desse mesmo ano, numa cerimónia solene que contou com a participação do Arcebispo de Évora, do Alferes-Mor do Reino D. Afonso de Albuquerque (1453 - 1515) e de outros membros da cúria régia, o rei D. Dinis ratificou, em Santarém, a criação da nova Ordem. Foi-lhe então concedida como sede o castelo de Castro Marim, no entanto em 1357 já a sede tinha sido instalada no castelo de Tomar, anterior sede Templária. Foi assim criada a Ordem de Cristo em Portugal designada de Ordo Militiae Jesu Christo pela bula Ad ae exquibus de 15 de março de 1319. Em Portugal, os bens dos Templários ficaram "reservados" por iniciativa do rei, transitando para a coroa entre 1309 e 1310, enquanto decorria o processo, não sem que o monarca rejeitasse o administrador Estêvão de Lisboa, nomeado pelo papa Clemente V. Esses mesmos bens passaram indemnes para a nova congregação em 26 de novembro de 1319, sendo que o papa concedera a excepção aos reis de Castela e Leão, Aragão e Portugal, que se coligaram para contrariar a execução da medida que ordenava a sua transferência para a Ordem do Hospital. Foi feito por Carta Régia em Santarém, a 26 de novembro da era de 1357 (15 de novembro de 1319), se mandou fazer a entrega a D. Gil Martins, 1º Mestre da Ordem de Cristo, de todos os bens, rendas e direitos que foram da Ordem do Templo, tanto Espirituais, Temporais, e dívidas. A nova Ordem surgia, assim como uma reforma dos Templários. Tudo mudou, para ficar mais ou menos na mesma, o hábito era o mesmo, a insígnia também, com uma ligeira alteração, e os bens, transmitidos pelo monarca, correspondiam aos bens Templários. O momento fundamental para o futuro da Ordem surge com a nomeação do Infante D. Henrique (1394 - 1460), Duque de Viseu, como "governador e administrador". O célebre Infante, senhor de grande parte das terras do Reino, não podia fazer voto de pobreza, tendo por isso sido criado o novo cargo. Sendo função do Infante a administração dos bens da Ordem, não surpreende a utilização dos seus importantes recursos no grande desígnio nacional que eram então os Descobrimentos. A Cruz de Cristo, símbolo da Ordem, conquistou os mares desconhecidos, erguida nas velas das caravelas portuguesas, tornando-se um dos mais reconhecidos símbolos nacionais. A 11 de junho de 1421, um capítulo reunido em Tomar adoptou como regra da Ordem de Cristo a da Ordem de Calatrava, o que resolvia quaisquer pendências de natureza espiritual e de obediência, mantendo-se na esfera da cavalaria. Com a vinda da Inquisição para Portugal no século XVI, todos os símbolos da Ordem de Cristo foram destruídos, considerados símbolos hereges. Inclusivamente os túmulos dos Mestres Templários existentes nas igreja de Santa Maria dos Olivais em Tomar, incluindo o de D. Gualdim Pais, foram despojados e destruídos. Foi por isso uma fase em que a Ordem de Cristo, embora não tendo sido extinta, esteve quase oculta, havendo muitas mudanças radicais nos seus rituais e regras. A Inquisição inclusivamente usou o espaço do castelo dos Templários em Tomar para realizar os seus julgamentos de Autos de Fé. O suposto, místico e lendário tesouro dos Templários terá sido, segundo alguns historiadores e investigadores do tema, escondido neste período conturbado do século XVI, provavelmente no castelo de Tomar, sem rasto e sem certeza se algum dia terá existido ou se terá sido um simbolismo criado para a mistificação desta Ordem religiosa. No entanto quando Portugal perde a sua independência, em 1580, o rei espanhol Filipe II (1527 - 1598), herdeiro do trono português como Filipe I, torna-se também mestre da Ordem de Cristo, assim como os monarcas espanhóis que lhe sucederam. Com a restauração da independência de Portugal em 1640, o novo rei português, D. João IV (1604 - 1656), restabelece o ramo da cavalaria na Ordem de Cristo com uma original inovação: Os novos cavaleiros advêm irmãos religiosos seculares da Ordem. Estes viviam fora do convento com as suas famílias e tinham uma regra especial para a sua vida secular. A missão destes cavaleiros era principalmente de lutar na Guerra da Restauração. À parte de muitas ficções e histórias romanceadas que existem e se continuam a fazer em torno desta Ordem, o certo é que a influência na história de Portugal foi importante e marcante, disso ninguém terá dúvidas. O carácter de cavaleiros religiosos laicos é definitivamente consagrado em 1779 pela reforma da rainha D. Maria I (1734 - 1816). Em 1834 com a extinção das ordens religiosas masculinas a Ordem de Cristo é extinta, mas a rainha D. Maria II (1819 - 1853), decide manter a Ordem de Cristo enquanto Ordem Honorifica. A Ordem de Cristo mantêm actualmente essa dignidade sendo o seu Grão-Mestre o Presidente da República Portuguesa, Marcelo Rebelo de Sousa. A influência e importância dos Templários em Portugal foi de tal forma que a Ordem de Cristo é a última e única réstia sucessora que ficou desta Ordem religiosa, sendo Portugal o único pais a receber esta herança secular a par da Ordem de Montesa ou de Nossa Senhora de Montesa em Aragão, outra sua sucessora. Mas de facto foi em Portugal que a influência teve mais peso e mais se notou, mantendo-se até hoje.  A Cruz da Ordem de Cristo ou Cruz de Portugal é o emblema da histórica Ordem de Cristo, que desde então tornou-se um símbolo intrínseco a Portugal. Foi usado, por exemplo, nas velas das naus do tempo dos Descobrimentos e na actualidade é usado pela Força Aérea Portuguesa, nos navios da Marinha Portuguesa, na bandeira da Região Autónoma da Madeira e em mais brasões de cidades portuguesas, insígnias, símbolos e emblemas de clubes portugueses.


Bula “Ad ea ex quibus cultus augeatur” do papa João XXII, de 14 de março de 1319,
 que institui canonicamente a “Ordo Militiae Jesu Christi”,
Ordem da Milícia de Nosso Senhor Jesus Cristo
 (arq. Torre do Tombo)



Rei D. Dinis I 1261 - 1325 (arq. priv.)




Alferes-Mor do Reino D. Afonso de Albuquerque 1453 - 1515
(col. Museu Nacional de Arte Antiga, Lisboa)



Castelo de Castro Marim in Livro das Fortalezas (arq. priv.)




Carta do rei D. Dinis que ordenava a execução de tudo o que se dizia na bula
“Ad ea ex quibus cultus augeatur” do Papa João XXII
(arq. Torre do Tombo)

 
 
Moeda Tornês da época de D. Dinis
já adoptando a Cruz de Cristo
(col. priv.)
 
 

Extracto do livro dos bens, rendas, direitos e escrituras da Mesa Mestral da Ordem de Cristo
na vila de Tomar em 1537 (arq. Torre do Tombo)



Convento de Cristo em Tomar na actualidade (foto Paulo Nogueira)



Aspecto dos claustros do Convento de Cristo em Tomar na actualidade
(foto Paulo Nogueira)
 
 

Charola do Convento de Cristo em Tomar (foto Paulo Nogueira)




Tombos dos bens, rendas, direitos e escrituras da Mesa Mestral
da Ordem de Cristo na vila de Tomar, 1542 -1570
 (arq. Torre do Tombo)


Iluminura com o castelo de Tomar e convento de Cristo,
do período da instalação da sede da Ordem de Cristo 
(arq. priv.)



Livro das escrituras da Ordem de Cristo
(arq. Torre do Tombo)
 


Janela no interior do  Convento de Cristo em Tomar,
uma representação do estilo manuelino
 (foto Paulo Nogueira)



Infante D. Henrique 1394 - 1460, pormenor dos Painéis de São Vicente de Fora
(col. Museu Nacional de Arte Antiga, Lisboa)




               Evolução da Cruz de Cristo desde a Ordem dos Templários à Ordem de Cristo




A Cruz de Cristo presente nas velas de nau portuguesa,
 por Alfredo Roque Gameiro (col. priv.)




Frota da Armada Portuguesa em que são visíveis nas velas das naus a Cruz de Cristo
 in Livro de Lisuarte de Abreu (col. priv.)



Igreja de Santa Maria dos Olivais em Tomar onde eram sepultados os Mestres Templários (arq. priv.)



Lápide funerária de D. Gualdim Pais do século XII existente 
na igreja de Santa Maria dos Olivais em Tomar (arq. priv.)
 



Filipe II de Espanha I de Portugal 1527 - 1598,
 também mestre da Ordem de Cristo
(col. priv.)



Rei D. João IV 1604 - 1656, restabelece o ramo da cavalaria
na Ordem de Cristo (col. priv.)



Rainha D. Maria II 1819 - 1853,
decide manter a Ordem de Cristo
enquanto Ordem Honorifica
 (col. priv.)



Insígnias da Cruz da Ordem de Cristo que caracteriza
a Ordem dos Cavaleiros de Cristo de Portugal
(col. priv.)



Marcelo Rebelo de Sousa, Presidente da República Portuguesa
e actual Grão Mestre da Ordem de Cristo (arq. priv.)



A Cruz de Cristo presente em avião Alpha Jet da Força Aérea Portuguesa
(foto Lt Silva Ferreira)
 
 

A Cruz de Cristo presente nas velas do navio escola Sagres da Marinha Portuguesa (arq. priv.)
 


Exemplos de brasões e insígnias portugueses onde a Cruz de Cristo está presente (arq. priv.)








Texto:
Paulo Nogueira

 
Fontes e bibliografia:
LOUÇÃO, Paulo Alexandre. Portugal esotérico. Volume I: Os Templários na formação de Portugal. Lisboa: Ésquilo, 2009
OLIVEIRA, Nuno Villamariz. Castelos Templários em Portugal, Edições Ésquilo, 2010, Lisboa
SILVA, Freddy, Portugal - A Primeira Nação Templária, Edição Alma dos Livros, 2018, Lisboa



quarta-feira, 27 de fevereiro de 2019

EFEMÉRIDES do dia 27 de fevereiro

 
 
Dia Internacional do Urso Polar

Santo do dia, São Gabriel de Nossa Senhora das Dores (Assis, Itália, 1 de março 1838 - Isola del Gran Sasso d'Italia, Itália, 27 de fevereiro de 1862). De seu nome Francisco Possenti Gabrile era filho de uma família tradicional, muito cedo, aos quatro anos perdeu a mãe. Em 1841 foi com a família para a cidade de Espoleto onde o seu pai resolveu estabelecer-se em definitivo. Francisco estudou primeiro com os Irmãos das Escolas Cristãs e depois no Colégio dos Jesuítas. Foi um aluno inteligente e brilhante, teve uma juventude como qualquer outro jovem da sua idade, mas aos 18 anos, ao participar numa procissão em honra da padroeira de Espoleto, o jovem Francisco sentiu-se tocado e chamado por Deus para um outro tipo de vida. Decidiu, então, entrar na Ordem de São Paulo da Cruz ou dos Padres Passionistas. No dia 21 de setembro desse mesmo ano, ele vestiu o hábito da Congregação. Porque a sua espiritualidade era profundamente marcada pelo amor a Jesus Crucificado e a Nossa Senhora das Dores, tomou o nome de Gabriel de Nossa Senhora das Dores. São Gabriel das Dores era uma pessoa alegre, sempre bem humorada e a todos cativava com a sua simpatia e simplicidade de alma. Ao morrer deixou em mãos do seu director espiritual um diário, uma espécie de autobiografia que infelizmente foi destruído. Dele chegou até nós apenas um caderno com anotações de aula, uma colecção de pensamentos sobre Nossa Senhora e cerca de 40 cartas repletas de poesias e pensamentos de devoção a Nossa Senhora das Dores. Faleceu na ilha do "Gran Sasso", vítima de tuberculose, aos 24 anos de idade. Foi canonizado por Bento XV em 1920, aclamando-o como exemplo pela juventude de nossos tempos devido a sua conversão e intensidade de vida em Cristo. Mais tarde Pio XI o nomeou co-patrono da Acção Católica. As celebrações em sua honra ocorrem no dia 27 de fevereiro, dia da sua morte.









Em Portugal

1500 - Nasce João de Castro (Lisboa, Portugal, 27 de fevereiro de 1500 - Goa, Índia, 6 de junho de 1548). Virá a ser um nobre, cartógrafo e administrador colonial português. Aprendeu Letras por vontade do pai, mas enveredou pela carreira militar. Embarcou aos 18 anos para Tânger, onde serviu durante nove anos e devido a serviços prestados foi ordenado cavaleiro. Foi mais tarde governador e capitão general, secretário da Casa do rei D. Manuel I de Portugal,13.º governador e 4.º vice-rei do Estado Português da Índia, autor das "Décadas". Quando regressou da Índia, foi recebido pelo D. João III com grandes provas de consideração. Este, por carta de 31 de janeiro de 1538, concedeu-lhe a comenda de São Paulo de Salvaterra na Ordem de Cristo, a qual aceitou pela honra, e não por conveniência, pois era tão pequeno o rendimento dela que não bastava para as suas despesas, sendo contudo a primeira e única mercê que recebeu. Professou a 6 de março de 1538, conforme a lista dos cavaleiros daquela Ordem. Retirou-se então para a sua casa na serra de Sintra, desejando viver só, entregue aos cuidados da família e aos trabalhos agrícolas. Expirou nos braços de São Francisco Xavier e virá as ser sepultado na capela-mor do convento hoje de São Francisco, com o hábito e insígnias de cavaleiro da Ordem de Cristo. Em 1576 os restos mortais foram trasladados para o convento de São Domingos, de Lisboa, e depois de celebradas pomposas exéquias, foram trasladados para o claustro do convento de São Domingos de Benfica, para a capela particular dos Castros, fundada por seu neto, o inquisidor geral e bispo da Guarda D. Francisco de Castro. A TAP Air Portugal homenageou-o ao atribuir o seu nome a uma das suas aeronaves, um dos novos Airbus A330-900neo, de matrícula CS-TUP.



1641 - É abolido o imposto das "meias-anatas", a que eram obrigados os detentores de licenças para a celebração de actos públicos, um dos mais odiados impostos do domínio espanhol.

1754 - Morre Tomás de Almeida (Lisboa, Portugal, 11 de setembro ou 5 de outubro de 1670 - Lisboa, Portugal, 27 de fevereiro de 1754), aos 84 anos. Foi o primeiro patriarca de Lisboa com o nome de D. Tomás I (aquando da elevação da sé arquiepiscopal a essa dignidade, em 1716, pelo Papa Clemente XI). 
Estudou no Colégio de Santo Antão de Lisboa com os Jesuítas os preparatórios de Latim, Filosofia e Retórica. Com 18 anos, em 20 de dezembro de 1688 entra no Real Colégio de São Paulo da Universidade de Coimbra, onde se doutorou em pouco tempo. Foi bispo de Lamego em 1706 e mais tarde do Porto e 1709. O Papa Clemente XII elevou-o ao cardinalato em 20 de dezembro de 1737, o primeiro cardeal de Lisboa, Tomás de Almeida. Em 7 de setembro de 1750 assistiu à aclamação de D. José I de Portugal. Em 27 de outubro de 1753 ofereceu à Irmandade de Santa Isabel (para ajudar nas obras de reconstrução da Igreja) grande parte de sua rica baixela de prata lavrada dourada, e por sua morte legou-lhe o resto no valor ainda superior a 4 contos.



1801 - Espanha declara guerra a Portugal, no âmbito da aliança com a França de Napoleão Bonaparte.

1842 - Reforço do carácter autoritário da Carta Constitucional. O Senado português deixa de ser eleito, passando a ser constituído por nomeação régia.

1893 - O Governo regenerador de Ernesto Hintze Ribeiro amnistia os dirigentes republicanos João Chagas, Alves da Veiga e Sampaio Bruno.




1907 - Começa, em Coimbra, a discussão da tese em Direito de José Eugénio Dias Ferreira, que dedicara o trabalho a Teófilo Braga e à República. A reprovação dá origem à greve académica "Revolta do Grelo".

1933 - Nasce Rui de Moura Ribeiro Belo (São João da Ribeira, Rio Maior, Portugal, 27 de fevereiro de 1933 - Queluz, Portugal, 8 de agosto de 1978). Virá a ser um poeta e ensaísta português. Rui de Moura Ribeiro Belo frequentou o Liceu de Santarém e mais tarde, em 1951, entrou para a Universidade de Coimbra como estudante de Direito, aderindo pouco depois à Opus DeiApós terminar o curso de Direito, já na Faculdade de Direito de Lisboa, no ano de 1956, partiu para Roma, onde estudou na Universidade São Tomás de Aquino (Angelicum). Em 1958 com uma tese intitulada "Ficção Literária e Censura Eclesiástica (ainda inédita em Livro)", o seu doutoramento em Direito Canónico. Regressado a Portugal, foi director literário da Editorial Aster. A seguir foi chefe de redacção da revista Rumo. Em 1961 entrou como investigador na Faculdade de Letras de Lisboa, com uma bolsa da Fundação Calouste Gulbenkian. Apesar do curto período de actividade literária, Ruy Belo tornou-se um dos maiores poetas portugueses da segunda metade do século XX, tendo as suas obras sido reeditadas diversas vezes. Os seus primeiros livros de poesia foram "Aquele Grande Rio Eufrates" de 1961 e "O Problema da Habitação" de 1962. Às colectâneas de ensaios "Poesia Nova" de 1961 e "Na Senda da Poesia" de 1969, seguiram-se obras cuja temática se prende ao religioso e ao metafísico, sob a forma de interrogações acerca da existência. É o caso de "Boca Bilingue" de 1966, "Homem de Palavra(s)" de 1969, "País Possível" de 1973, antologia), "Transporte no Tempo" de 1973, "A Margem da Alegria" de 1974, "Homem de Palavra(s)", 2ª edição de 1978 entre outros. Destacou-se ainda pela tradução de autores como Antoine de Saint-Exupéry, Blaise Cendrars, Raymond Aron, Montesquieu, Jorge Luís Borges e Federico García Lorca.

1950 - O governo da Índia apresenta a Oliveira Salazar a primeira proposta de negociação para a reintegração dos territórios de Goa, Damão e Diu sendo recusada.



1961 - Exilado no Brasil, o general Humberto Delgado contesta, em público, a política colonial de Oliveira Salazar.

1975 - É aprovada a construção do Complexo Petroquímico de Sines.

1976 - As primeiras eleições regionais nos Açores e na Madeira, para, respectivamente, a Assembleia Legislativa da Região Autónoma dos Açores e para a Assembleia Legislativa da Região Autónoma da Madeira.

 
 
1983 - Mota Pinto, Eurico de Melo e Nascimento Rodrigues assumem a direcção colegial do PSD, no X Congresso. Francisco Pinto Balsemão é afastado da liderança.

1987 - É publicado o estatuto dos Objectores de Consciência.

1998 - Termina o restauro de seis anos da fragata D. Fernando II e Glória, no arsenal do Alfeite. O navio esteve exposto na Expo 98. Desde então é um navio museu da Marinha Portuguesa, estando actualmente, desde 1 de Março de 2008, em doca seca, em Cacilhas - Almada, onde tem vindo a receber trabalhos de manutenção.




2000 - Termina o XXIII Congresso do PSD, com a reeleição de Durão Barroso.

2006 - A Sonaecom entrega o pedido de registo da OPA sobre a Portugal Telecom e PTM na Comissão do Mercado de Valores Mobiliários.

2007 - O artista português Daniel Blaufuks vence a 3ª edição do Prémio BES Photo 2006.




2008 - O Governo entrega à GNR 117 automóveis e 22 motos no valor de 5,2 milhões de euros, parte de um investimento de cerca de 62,5 milhões de euros até 2012 para renovação da frota das forças policiais.

2008 - No âmbito do processo "Apito Dourado", o árbitro Sérgio Pereira mostra ao colectivo de juízes um apito dourado que afirma ter recebido de prenda do Gondomar SC.

2009 - A Federação Nacional dos Professores entrega a primeira de três providências cautelares para a suspensão do processo de avaliação de desempenho dos docentes.











No Mundo

1712 - Morre Bahadur I (Burhanpur, India, 14 de outubro de 1643 – Lahore, Paquistão, 27 de fevereiro de 1712), aos 69 anos. Foi o sétimo imperador mogol da Índia, governou de 1707 até à sua morte em 1712. Nascido Mu'azzam, era o terceiro filho de Aurangzeb com sua esposa rajput muçulmana Nawab Bai e neto do xá Jahan. Na sua juventude, conspirou inúmeras vezes para derrubar o seu pai e ascender ao trono. Os seus planos foram todos interceptados pelo imperador, que o mandou prender várias vezes. De 1696 até 1707, Bahadur foi governador de Akbarabad (mais tarde conhecida como Agra), Cabul e Lahore. Após a morte de Aurangzeb, o irmão de Bahadur, o xá Muhammad Azam, declarou-se sucessor mas, foi derrotado por este na Batalha de Jajau. Durante o seu governo, Bahadur conseguiu, sem derramamento de sangue, anexar os estados rajputs de Jodhpur e Amber e causou polémica na khutba ao inserir a declaração de Ali como uale. Uma rebelião liderada pelo líder sique Banda Singh Bahadur, iniciada durante o governo do xá, continuou até depois da sua morte. O xá Bahadur foi enterrado na Moti Masjid (Mesquita Pérola), no interior do complexo do Forte Vermelho em Deli.



1887 - O Instituto Agronómico de Campinas (I.A.C.) é fundado por D. Pedro II do Brasil com o nome de Imperial Estação Agronómica de Campinas.

1900 - É constituído o Partido Trabalhista britânico e Ramsay MacDonald é o primeiro secretário-geral.




1902 - Nasce John Ernst Steinbeck, Jr. (Salinas, Califórnia, EUA, 27 de fevereiro de 1902 - Nova Iorque, EUA, 20 de dezembro de 1968). Virá a ser um escritor norte americano. John Ernst Steinbeck chegou a frequentar a Universidade de Stanford, sem concluir nenhuma licenciatura. Em 1925 foi para Nova Iorque, onde tentou uma carreira de escritor, cedo regressando à Califórnia sem ter obtido qualquer sucesso. Alcançou o seu primeiro êxito em 1935, com "O Milagre de São Francisco" (Tortilla Flat na edição original), confirmado depois, em 1937, com a novela "Ratos e Homens". A sua ficção está marcada por uma imensa preocupação com os problemas dos trabalhadores rurais e também por um grande fascínio para com a terra. Em 1939, publicaria aquela que, por muitos, é considerada a sua obra-prima, "As Vinhas da Ira". Entre os seus livros, destacam-se ainda os romances "A Leste do Paraíso" (1952) e "O Inverno do Nosso Descontentamento" (1961), bem como "Viagens com o Charley" (1962), em que relata uma viagem de três meses por quarenta Estados norte-americanos. Recebeu o Prémio Nobel da Literatura, em 1962. A obra de Steinbeck inclui ainda "Caravana de Destinos" (1944), "A Pérola" (1945/47), "Os Náufragos do Autocarro" (1947), "Doce Quinta-feira" (1954), "O Inverno do Nosso Descontentamento" (1961), Viagens com Charley (1962) entre outras. Foi membro da Ordem DeMolay. Recebeu o Nobel de Literatura de 1962.o escritor norte-americano John Steinbeck, autor de "As Vinhas da Ira", Nobel da Literatura em 1962.



1933 - Incêndio do Parlamento alemão, Reichstag, por ordem de Adolf Hitler. A acção permite-lhe incriminar os comunistas e suspender a Constituição do país.

1939 -  Há 80 anos o Reino Unido e a França reconhecem a ditadura do general Francisco Franco, em Espanha.




1980 - Morre George Tobias (Nova Iorque, EUA, 14 de julho de 1901 - Los Angeles, Califórnia, EUA, 27 de fevereiro de 1980), aos 79 anos. Foi um actor norte-americano. George Tobias começou a sua carreira quando ainda tinha apenas 15 anos de idade. Passou por diversos grupos de teatro até ser escolhido para participar no espectáculo da Broadway "What Price Glory" de Maxwell Anderson e Laurence Stallingsa. A peça foi um sucesso e George Tobias trabalhou nela entre 1924 e 1926. Na televisão, George Tobias interpretou o personagem Abner Kravitz, marido de Glady Kravitz (Alice Pearce, que faleceu durante a gravação da 2ª temporada e substituída na 3ª por Sandra Gould), os vizinhos dos Stephens na séria "Casei com uma Feiticeira", transmitida de 1964 a 1972 pelo canal de televisão norte-americana ABC. Durante a sua longa carreira entre 1927 e 1970, George Tobias participou em numerosas produções cinematográficas.

1990 - O Parlamento da Checoslováquia aprova a realização de eleições livres, as primeiras em 40 anos.

1991 - Durante a Guerra do Golfo tropas do Kuwait recuperam a capital do país. O Governo do Iraque aceita, por fim, todas as resoluções da ONU.




1997 - É legalizado o divórcio, na Republica da Irlanda, o que faz com que esta alteração este país deixe de ser o último bastião anti-divórcio na Europa.


1997 - A revista Science publica o primeiro artigo sobre o processo de clonagem da ovelha Dolly.

2001 - A destruição das estátuas dos Budas, no Afeganistão, é defendida pelo líder talibã Muhammad Omar.




2003 - Os Quinze atingem o acordo sobre "o primeiro instrumento de imigração legal", projecto de directiva sobre o direito de reunificação familiar de imigrantes.

2003 - A proposta do arquitecto Daniel Libeskind vence o concurso para a reconstrução do World Trade Center, em Nova Iorque.



2004 - A Líbia começa a destruir cerca de 3.300 bombas preparadas para receberem ogivas químicas. A operação estará concluída a 5 de março.

2005 - Rússia e Irão assinam o acordo de fornecimento de combustível nuclear.

2005 - Entra em vigor o tratado mundial antitabagismo da OMS.






2007 - A União Europeia inaugura em Berlim o Conselho Europeu para a Investigação, uma instituição com funcionamento autónomo, integrada por 22 investigadores, vocacionada para enfrentar os desafios da globalização.

2007 - Atentado suicida reivindicado pelos talibãs contra uma base norte-americana no Afeganistão faz pelo menos 20 mortos, quando se encontrava nas instalações o vice-presidente dos Estados Unidos Dick Cheney.

2007 - A escritora Nativel Preciado vence a edição de 2007 do Prémio Primavera de Romance, Espanha, com "Olvida el Paraíso".




2008 - O Reino Unido é abalado pelo sismo mais forte dos últimos 25 anos, com uma magnitude de 5,3 graus na escala aberta de Richter, que fez com que casas abanassem em várias partes do país.

2008 - Trinta e quatro Ordens e Associações de Advogados de todo o mundo, incluindo a Ordem dos Advogados Portugueses, exigem ao Presidente norte-americano, George Bush, o encerramento da prisão de Guantánamo.

2008 - Bill Gates retira-se da Microsoft para se dedicar à filantropia.











Texto:
Paulo Nogueira